Uma anarqueologia do sentar. Dois corpos, algumas cadeiras — heranças de espaços disciplinares que reproduzem gramáticas de vigilância. A cadeira é contracto social: senta-te direita, produz sem reclamar, sofre com dignidade, espera. Entre autonomia e conforto, aprendemos o controlo como se fosse escolha. Mas há sempre um rangido que escapa. O desejo como transgressão. A apatia como resistência. Um bailado sem forma.