Um homem solitário, espia o mundo debruçando-se no parapeito de uma janela para dentro de si. O caos que prolifera das megacidades espalha as cores, os sons, as texturas do metal no imaginário tempestuoso de nosso personagem humano. A tecnologia faz nascer frutos de alicate, colheres e correntes. A árvore antes viva alimenta o ar com ferrugem. Apenas em caixas de madeiras escondidas no meio de rabiscos e camadas de jornal sobram sentimentos humanos. O homem vê metal, mas ainda sente a madeira. O espetáculo cria metáforas poderosas a partir de habilidades circenses, danças e cenas teatrais que versam sobre um homem que explora a si mesmo para questionar o mundo fora. Esta atividade conta com apoio da Bolsa Funarte de Mobilidade Artística Internacional do Brasil.