No princípio da peça está o fim. O fim da monarquia e da velha sociedade do antigo regime, símbolos de um país parado no tempo. Nesta “história dramática em dois quadros”, António Patrício imagina um palácio em ruínas, “de cores mortas”, no meio de um jardim onde apenas cresce erva e tojo. O “casarão húmido” é habitado por uma rainha solitária com uma “doença incurável” e uma pequena corte de nobres, servidos por antigos criados, vestidos com roupa fora de moda. “Vivemos então os últimos dias de um povo?” Publicada em 1909, imediatamente antes da queda da monarquia, O Fim é uma alegoria sobre o declínio inexorável de uma era e o início ainda incerto de outra. Com esta encenação de Carlos Pimenta, o Ensemble resgata a primeira obra para teatro de um dos maiores representantes do simbolismo em Portugal, há demasiado tempo arredado do teatro português. “Se sobrevivermos… mais tarde… há outros destinos.”
No princípio da peça está o fim. O fim da monarquia e da velha sociedade do antigo regime, símbolos de um país parado no tempo. Nesta “história dramática em dois quadros”, António Patrício imagina um palácio em ruínas, “de cores mortas”, no meio de um jardim onde apenas cresce erva e tojo. O “casarão húmido” é habitado por uma rainha solitária com uma “doença incurável” e uma pequena corte de nobres, servidos por antigos criados, vestidos com roupa fora de moda. “Vivemos então os últimos dias de um povo?” Publicada em 1909, imediatamente antes da queda da monarquia, O Fim é uma alegoria sobre o declínio inexorável de uma era e o início ainda incerto de outra. Com esta encenação de Carlos Pimenta, o Ensemble resgata a primeira obra para teatro de um dos maiores representantes do simbolismo em Portugal, há demasiado tempo arredado do teatro português. “Se sobrevivermos… mais tarde… há outros destinos.”