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Man Bartlett: Not at Liberty
Face ao actual clima político nos EUA, Man Bartlett desenvolveu respostas que se baseiam numa tradição de resistência não-violenta contra abusos flagrantes, ao mesmo tempo que denunciam os efeitos devastadores da injustiça.
Proponente de longa data de internet e web-based art, a prática de Bartlett é frequentemente relacional na sua natureza, duracional no seu âmbito e com qualidades meditativas, abrangendo uma variedade de suportes, tais como desenho, vídeo, performance, sessões de meditação, som, um programa musical na East Village Radio e gravações de campo das suas rotinas urbanas.
Tal é o caso de Not at Liberty, um projeto cujo título procura refletir sobre a situação política e as viagens do artista. Em fevereiro de 2026, Bartlett deslocou-se do seu apartamento em Manhattan, passando pela Estátua da Liberdade, até Staten Island. A viagem foi uma meditação silenciosa sobre a proximidade e o distanciamento, sobre o que significa mover-se pelo mundo como um corpo entre outros corpos enquanto o Estado desmantela sistematicamente as vidas e os futuros de pessoas que considera descartáveis. Assim, o título funciona a dois níveis. O primeiro é literal: Bartlett não estava realmente na Estátua da Liberdade, mas sim a passar por ela num ferry cheio de turistas e locais. O segundo apropria-se da linguagem de evasão oficial, a frase utilizada por políticos e agentes dos serviços de informação para alegarem o silêncio como protocolo, por exemplo: "Não tenho permissão para discutir o assassinato de cidadãos americanos pelo ICE".
Na montra da Galeria Ocupa, Man Bartlett apresenta Hot Air, cujo título faz referência à expressão idiomática “full of hot air” que sugere que alguém é "mentiroso, exagerado ou absurdo" e duas peças sonoras: Passing Liberty, na sala principal, que surge apenas como som, recusando a documentação visual da decadência e convidando o ouvinte a estar presente perante aquilo que não pode ser totalmente visto, apenas sentido; e Ice Melts, no congelador do antigo talho, onde o artista utilizou um hidrofone para gravar o som de cubos de gelo a derreter, processo acelerado pelo calor das suas próprias mãos. O título é uma referência directa à agência de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE, na sigla em inglês) e aos métodos metafóricos que poderiam ser utilizados para desmantelar a mesma: paciência, persistência e determinação.
Um disco lathe-cut de 7 polegadas será editado pela esculápio edições de artista.
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Man Bartlett: Not at Liberty
Face ao actual clima político nos EUA, Man Bartlett desenvolveu respostas que se baseiam numa tradição de resistência não-violenta contra abusos flagrantes, ao mesmo tempo que denunciam os efeitos devastadores da injustiça.
Proponente de longa data de internet e web-based art, a prática de Bartlett é frequentemente relacional na sua natureza, duracional no seu âmbito e com qualidades meditativas, abrangendo uma variedade de suportes, tais como desenho, vídeo, performance, sessões de meditação, som, um programa musical na East Village Radio e gravações de campo das suas rotinas urbanas.
Tal é o caso de Not at Liberty, um projeto cujo título procura refletir sobre a situação política e as viagens do artista. Em fevereiro de 2026, Bartlett deslocou-se do seu apartamento em Manhattan, passando pela Estátua da Liberdade, até Staten Island. A viagem foi uma meditação silenciosa sobre a proximidade e o distanciamento, sobre o que significa mover-se pelo mundo como um corpo entre outros corpos enquanto o Estado desmantela sistematicamente as vidas e os futuros de pessoas que considera descartáveis. Assim, o título funciona a dois níveis. O primeiro é literal: Bartlett não estava realmente na Estátua da Liberdade, mas sim a passar por ela num ferry cheio de turistas e locais. O segundo apropria-se da linguagem de evasão oficial, a frase utilizada por políticos e agentes dos serviços de informação para alegarem o silêncio como protocolo, por exemplo: "Não tenho permissão para discutir o assassinato de cidadãos americanos pelo ICE".
Na montra da Galeria Ocupa, Man Bartlett apresenta Hot Air, cujo título faz referência à expressão idiomática “full of hot air” que sugere que alguém é "mentiroso, exagerado ou absurdo" e duas peças sonoras: Passing Liberty, na sala principal, que surge apenas como som, recusando a documentação visual da decadência e convidando o ouvinte a estar presente perante aquilo que não pode ser totalmente visto, apenas sentido; e Ice Melts, no congelador do antigo talho, onde o artista utilizou um hidrofone para gravar o som de cubos de gelo a derreter, processo acelerado pelo calor das suas próprias mãos. O título é uma referência directa à agência de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE, na sigla em inglês) e aos métodos metafóricos que poderiam ser utilizados para desmantelar a mesma: paciência, persistência e determinação.
Um disco lathe-cut de 7 polegadas será editado pela esculápio edições de artista.
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