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 Noites no Pátio do Museu da UP:  Conversa para pensar... a Mentira
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Conversa para pensar... a Mentira
Noites no pátio do Museu
 Noites no Pátio do Museu da UP:  Conversa para pensar... a Mentira
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A procura da verdade – da verdade dos factos históricos, da verdade revelada, da inconstante verdade científica… – tem sido um dos objetivos do conhecimento humano. Mas, como qualquer estudioso sabe, o erro espreita a cada passo: a verdade dá trabalho. Em oposição, a mentira tem a grande vantagem de moldar a realidade ao pensamento, e torna qualquer verificação desnecessária – aliás, deve ser evitada.

Apesar do ditado, a mentira tem a perna longa: podemos fundar dinastias em falsas genealogias, basear direitos adquiridos em falsidades, fundamentar invasões em ficções históricas. Afinal, talvez seja mais rápido apanhar um coxo. A mentira é simples e imediatamente útil, a verdade demora muito mais tempo a ser atingida e, quando a ela se chega, é frequentemente matizada e complexa. A verdade não se conforma facilmente aos nossos preconceitos ou intenções, mas a mentira é muito mais plástica.

Claro que a mentira tem um grande defeito – será difícil construir um sistema que opere sobre a realidade física que se baseie nela. Mas nem a ciência a isso foge: quantas vezes ouvimos falar de “ajustes” para conformar a investigação aos resultados esperados, ou exigidos para a manutenção de financiamento?

Agora, graças aos sistemas de comunicação contemporâneos, toda a humanidade pode beneficiar instantaneamente da mentira, acreditando e agindo com base em qualquer disparate, escolhendo as suas fontes de informação a preceito e preconceito e conferindo-lhes uma autoridade que qualquer análise refletida imediatamente descartaria. Mas como a ignorância só se torna em mentira quando deixa de ser ignorância, quem não se dá a este trabalho aceita a mentira como credo.

A mentira é fundamental para manter a coesão social, mas também pode ser um constituinte da personalidade, seja como manifestação patológica ou como forma de manipulação sistemática do interlocutor: daquela boca não sai um pingo de verdade, como se diz. E todos mentimos, mentimos sem nos dar conta, mentimos todos os dias…

Para analisar o caleidoscópico uso da mentira, quer nos nossos quer em outros tempos (sempre se mentiu muito…), decidimos convocar um painel de especialistas que nos elucidará sobre a importância desta imemorial construção humana. E dele fazem parte:

António de Sousa Pereira, reitor da U.Porto, que orientará a discussão no sentido da verdade;

Carlos Magno, jornalista, que falará sobre a mentira noticiosa;

Celina Manita, professora da FPCEUP, que abordará a mentira à luz da psicologia;

Luís Amaral, professor da FLUP, que recordará o que foi a mentira ao longo da história;

Rui de Carvalho Homem, professor da FLUP, que analisará a mentira na literatura.

Dia 8 de julho, às 21h30. Conversa integrada nas Noites no Pátio do Museu.

A entrada é livre até ao limite da lotação.

Nota: a realização desta sessão ao ar livre está dependente das condições meteorológicas. Caso estas não sejam favoráveis, o evento poderá realizar-se no interior do edifício ou ser cancelado.

08
Jul
2024
2024-07-08T21:30:00Z
2024-07-08T23:00:00Z
Museu de História Natural e da Ciência da Universidade do Porto
21:30

+Cal

Gratuito

Campo dos Mártires da Pátria, 81

Mais info

 Noites no Pátio do Museu da UP:  Conversa para pensar... a Mentira

Evento de

Noites no Pátio do Museu da UP 2024
Gratuito
A procura da verdade – da verdade dos factos históricos, da verdade revelada, da inconstante verdade científica… – tem sido um dos objetivos do conhecimento humano. Mas, como qualquer estudioso sabe, o erro espreita a cada passo: a verdade dá trabalho. Em oposição, a mentira tem a grande vantagem de moldar a realidade ao pensamento, e torna qualquer verificação desnecessária – aliás, deve ser evitada.

Apesar do ditado, a mentira tem a perna longa: podemos fundar dinastias em falsas genealogias, basear direitos adquiridos em falsidades, fundamentar invasões em ficções históricas. Afinal, talvez seja mais rápido apanhar um coxo. A mentira é simples e imediatamente útil, a verdade demora muito mais tempo a ser atingida e, quando a ela se chega, é frequentemente matizada e complexa. A verdade não se conforma facilmente aos nossos preconceitos ou intenções, mas a mentira é muito mais plástica.

Claro que a mentira tem um grande defeito – será difícil construir um sistema que opere sobre a realidade física que se baseie nela. Mas nem a ciência a isso foge: quantas vezes ouvimos falar de “ajustes” para conformar a investigação aos resultados esperados, ou exigidos para a manutenção de financiamento?

Agora, graças aos sistemas de comunicação contemporâneos, toda a humanidade pode beneficiar instantaneamente da mentira, acreditando e agindo com base em qualquer disparate, escolhendo as suas fontes de informação a preceito e preconceito e conferindo-lhes uma autoridade que qualquer análise refletida imediatamente descartaria. Mas como a ignorância só se torna em mentira quando deixa de ser ignorância, quem não se dá a este trabalho aceita a mentira como credo.

A mentira é fundamental para manter a coesão social, mas também pode ser um constituinte da personalidade, seja como manifestação patológica ou como forma de manipulação sistemática do interlocutor: daquela boca não sai um pingo de verdade, como se diz. E todos mentimos, mentimos sem nos dar conta, mentimos todos os dias…

Para analisar o caleidoscópico uso da mentira, quer nos nossos quer em outros tempos (sempre se mentiu muito…), decidimos convocar um painel de especialistas que nos elucidará sobre a importância desta imemorial construção humana. E dele fazem parte:

António de Sousa Pereira, reitor da U.Porto, que orientará a discussão no sentido da verdade;

Carlos Magno, jornalista, que falará sobre a mentira noticiosa;

Celina Manita, professora da FPCEUP, que abordará a mentira à luz da psicologia;

Luís Amaral, professor da FLUP, que recordará o que foi a mentira ao longo da história;

Rui de Carvalho Homem, professor da FLUP, que analisará a mentira na literatura.

Dia 8 de julho, às 21h30. Conversa integrada nas Noites no Pátio do Museu.

A entrada é livre até ao limite da lotação.

Nota: a realização desta sessão ao ar livre está dependente das condições meteorológicas. Caso estas não sejam favoráveis, o evento poderá realizar-se no interior do edifício ou ser cancelado.

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