Na hierarquia da pintura europeia definida pelas academias de Paris e de Roma, a natureza-morta ocupava uma posição abaixo da pintura de história, da mitologia, do retrato e da paisagem. Pintura de objetos inanimados, flores, frutos, plantas, insetos ou objetos utilitários, foi muitas vezes entendida como exercício e recurso para alguns pintores.
No século XVII ganhou lugar de relevo, nas Repúblicas dos Países Baixos, graças ao interesse de uma burguesia enriquecida pelo comércio colonial.
Do acervo do Museu Nacional Soares dos Reis há um conjunto de obras que agora fazem parte do discurso expositivo da exposição de longa duração, enquanto outras são motivo para uma nova leitura na exposição temporária de Rita Magalhães.