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Com programação dedicada ao património e à criação contemporânea, entre os dias 6 de junho e 4 de julho, a Cooperativa Árvore promove o Mês do Mirandês, uma iniciativa multidisciplinar dedicada à valorização da língua mirandesa enquanto património cultural vivo, reunindo exposições, reflexão e criação artística contemporânea.
PE(r)SSONA | Balbina Mendes
Na Sala 1, a artista Balbina Mendes apresenta a exposição PE(r)SSONA, uma reflexão contemporânea sobre identidade, pertença e memória cultural, inspirada na cultura mirandesa. Através de diferentes técnicas e materiais, como óleo, aguarela, cerâmica, serigrafia e plexiglass, a artista constrói uma linguagem visual marcada por máscaras, rostos e símbolos que exploram a relação entre o indivíduo e a coletividade. As obras evocam tradições ancestrais e questionam a forma como a identidade é construída, ocultada e partilhada.
O trabalho de Balbina Mendes revisita a cultura mirandesa como um espaço de mistério, autenticidade e reinvenção contínua da tradição. Entre texturas, cores e contrastes, a artista cria um universo simbólico onde a memória, a história e a regionalidade se cruzam, dando voz a uma herança cultural que permanece viva e em constante transformação.
No Piso Térreo de um Clarão | Marco Silva
A Sala 2 apresenta No Piso Térreo de um Clarão, de Marco Silva, uma exposição inspirada na ideia do jardim privado como espaço de contemplação e reflexão. Através da pintura e da sobreposição de luz, gesto e matéria, as obras criam um ambiente crepuscular onde o ser se revela para além da imagem. Entre luz e escuridão, estas pinturas suspendem o tempo e evocam um espaço de transição, incerteza e revelação interior.
Mostra dos Alunos dos Cursos Livres
Na Sala 3 decorre a Mostra dos Alunos dos Cursos Livres, que reúne trabalhos desenvolvidos em contexto formativo, evidenciando a diversidade de práticas e experiências artísticas promovidas pela Árvore.
Terra de Miranda: património e identidade, hoje / Tierra de Miranda: patrimonho i eidentidade, hoije - Conferência
Um dos momentos centrais da programação terá lugar no dia 27 de junho, às 16h00, com a realização da conferência dedicada à preservação e atualidade da língua e cultura mirandesas. A sessão contará com a participação de Alfredo Cameirão, Ana Afonso, José Meirinhos e Óscar Afonso, promovendo um espaço de reflexão sobre património, território e identidade cultural.
• Alfredo Cameirão é o comissário da Estrutura de Missão para a Promoção da Língua Mirandesa (organismo recém-criado na dependência do Ministério da Cultura), tem um historial de envolvimento na promoção e valorização da língua e cultura mirandesas, designadamente enquanto professor, escritor e tradutor.
• Ana Afonso é professora e tradutora de mirandês, tem desenvolvido um percurso académico na Faculdade de Letras da Universidade do Porto e um importante trabalho de apoio ao desenvolvimento da Biquipédia, l’anciclopédia lhibre an lhéngua mirandesa (a Wikipédia em mirandês).
• José Meirinhos é professor de Filosofia na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, tem um longo percurso de promoção e valorização da língua e cultura mirandesas, designadamente em instituições como a Frauga - Associação para o Desenvolvimento Integrado de Picote.
• Óscar Afonso é diretor da Faculdade de Economia da Universidade do Porto, tem levado a cabo análises económicas e estratégicas visando o melhor aproveitamento dos recursos naturais da região, esteve envolvido no Movimento Cultural da Terra de Miranda e na autarquia de Miranda do Douro
O mirandês é a segunda língua oficial de Portugal, falada por cerca de 3000 pessoas, principalmente no concelho de Miranda do Douro. Pertencente ao ramo asturo-leonês que evoluiu do latim vulgar e possui características gramaticais próprias que a diferenciam tanto do português como do castelhano. Em 1999, a língua foi oficialmente reconhecida pela Assembleia da República, um marco histórico que permitiu a sua regulamentação e introdução nos currículos escolares da região. No entanto, apesar do seu estatuto oficial, continua a enfrentar sérios desafios na sua preservação.
O Mês do Mirandês afirma-se como um espaço de encontro entre tradição e contemporaneidade, onde a língua surge não apenas como herança cultural, mas também como instrumento de criação artística, pensamento e afirmação identitária. Com esta iniciativa, a Cooperativa Árvore pretende aproximar os públicos urbanos desta realidade linguística e cultural singular, reforçando a valorização da diversidade cultural em Portugal.
A iniciativa conta com o apoio da Estrutura de Missão Para a Promoção da Língua Mirandesa
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Com programação dedicada ao património e à criação contemporânea, entre os dias 6 de junho e 4 de julho, a Cooperativa Árvore promove o Mês do Mirandês, uma iniciativa multidisciplinar dedicada à valorização da língua mirandesa enquanto património cultural vivo, reunindo exposições, reflexão e criação artística contemporânea.
PE(r)SSONA | Balbina Mendes
Na Sala 1, a artista Balbina Mendes apresenta a exposição PE(r)SSONA, uma reflexão contemporânea sobre identidade, pertença e memória cultural, inspirada na cultura mirandesa. Através de diferentes técnicas e materiais, como óleo, aguarela, cerâmica, serigrafia e plexiglass, a artista constrói uma linguagem visual marcada por máscaras, rostos e símbolos que exploram a relação entre o indivíduo e a coletividade. As obras evocam tradições ancestrais e questionam a forma como a identidade é construída, ocultada e partilhada.
O trabalho de Balbina Mendes revisita a cultura mirandesa como um espaço de mistério, autenticidade e reinvenção contínua da tradição. Entre texturas, cores e contrastes, a artista cria um universo simbólico onde a memória, a história e a regionalidade se cruzam, dando voz a uma herança cultural que permanece viva e em constante transformação.
No Piso Térreo de um Clarão | Marco Silva
A Sala 2 apresenta No Piso Térreo de um Clarão, de Marco Silva, uma exposição inspirada na ideia do jardim privado como espaço de contemplação e reflexão. Através da pintura e da sobreposição de luz, gesto e matéria, as obras criam um ambiente crepuscular onde o ser se revela para além da imagem. Entre luz e escuridão, estas pinturas suspendem o tempo e evocam um espaço de transição, incerteza e revelação interior.
Mostra dos Alunos dos Cursos Livres
Na Sala 3 decorre a Mostra dos Alunos dos Cursos Livres, que reúne trabalhos desenvolvidos em contexto formativo, evidenciando a diversidade de práticas e experiências artísticas promovidas pela Árvore.
Terra de Miranda: património e identidade, hoje / Tierra de Miranda: patrimonho i eidentidade, hoije - Conferência
Um dos momentos centrais da programação terá lugar no dia 27 de junho, às 16h00, com a realização da conferência dedicada à preservação e atualidade da língua e cultura mirandesas. A sessão contará com a participação de Alfredo Cameirão, Ana Afonso, José Meirinhos e Óscar Afonso, promovendo um espaço de reflexão sobre património, território e identidade cultural.
• Alfredo Cameirão é o comissário da Estrutura de Missão para a Promoção da Língua Mirandesa (organismo recém-criado na dependência do Ministério da Cultura), tem um historial de envolvimento na promoção e valorização da língua e cultura mirandesas, designadamente enquanto professor, escritor e tradutor.
• Ana Afonso é professora e tradutora de mirandês, tem desenvolvido um percurso académico na Faculdade de Letras da Universidade do Porto e um importante trabalho de apoio ao desenvolvimento da Biquipédia, l’anciclopédia lhibre an lhéngua mirandesa (a Wikipédia em mirandês).
• José Meirinhos é professor de Filosofia na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, tem um longo percurso de promoção e valorização da língua e cultura mirandesas, designadamente em instituições como a Frauga - Associação para o Desenvolvimento Integrado de Picote.
• Óscar Afonso é diretor da Faculdade de Economia da Universidade do Porto, tem levado a cabo análises económicas e estratégicas visando o melhor aproveitamento dos recursos naturais da região, esteve envolvido no Movimento Cultural da Terra de Miranda e na autarquia de Miranda do Douro
O mirandês é a segunda língua oficial de Portugal, falada por cerca de 3000 pessoas, principalmente no concelho de Miranda do Douro. Pertencente ao ramo asturo-leonês que evoluiu do latim vulgar e possui características gramaticais próprias que a diferenciam tanto do português como do castelhano. Em 1999, a língua foi oficialmente reconhecida pela Assembleia da República, um marco histórico que permitiu a sua regulamentação e introdução nos currículos escolares da região. No entanto, apesar do seu estatuto oficial, continua a enfrentar sérios desafios na sua preservação.
O Mês do Mirandês afirma-se como um espaço de encontro entre tradição e contemporaneidade, onde a língua surge não apenas como herança cultural, mas também como instrumento de criação artística, pensamento e afirmação identitária. Com esta iniciativa, a Cooperativa Árvore pretende aproximar os públicos urbanos desta realidade linguística e cultural singular, reforçando a valorização da diversidade cultural em Portugal.
A iniciativa conta com o apoio da Estrutura de Missão Para a Promoção da Língua Mirandesa
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