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[Serralves] - MANOEL DE OLIVEIRA
MANOEL DE OLIVEIRA
[Serralves] - MANOEL DE OLIVEIRA

A Exposição Permanente Manoel de Oliveira ocupa o segundo piso da antiga garagem da Casa de Serralves, adaptada e ampliada por um projeto da autoria do arquiteto Álvaro Siza, que procurou preservar o caráter e a configuração do edifício existente.

Esta exposição apresenta uma criteriosa seleção de prémios, demonstrativa do modo como a obra de Manoel de Oliveira foi sendo internacionalmente recebida: a começar no mais antigo, a Harpa de Prata, do Festival de Curta-metragem de Cork, na Irlanda, pelo filme O Pintor e a Cidade (1956), até à prestigiosa Palma de Ouro Honorária do Festival de Cinema de Cannes (entregue em 2008, no ano em que o cineasta completaria 100 anos).

 

Apresentam-se ainda quatro quadros que pertenciam ao universo da intimidade de Manoel de Oliveira e que reencontramos em alguns dos seus filmes mais pessoais, nomeadamente em Visita ou Memórias e Confissões (1982). Desenhado a pastel seco por Carlos Carneiro, “Retrato de Manoel de Oliveira (jovem)” (1934) descreve o perfil sinuoso do realizador, quando, pouco antes de completar trinta anos, já havia estreado alguns dos seus primeiros filmes. Da mão de Maria Isabel Carvalhais (esposa de Oliveira) apresenta-se um quadro a óleo e outro a pastel seco, o primeiro, uma natureza morta focada num cesto de cerejas, o segundo, um autorretrato, datado de 1937. Por fim, está igualmente em exposição a tela “Da série ‘estruturas’” (1972), do pintor Manuel-Casimiro (filho do realizador). Este núcleo expositivo integra ainda uma seleção de documentos provenientes do acervo de Manoel de Oliveira, integralmente depositado em Serralves.

 

Propõem-se também duas abordagens distintas ao cinema de Manoel de Oliveira: um videowall interativo (ecrã tátil) e um dispositivo composto por cinco telas de projeção onde se exibem, simultaneamente e de forma sincronizada, vários excertos e sequências de filmes de Manoel de Oliveira.

 

No primeiro dispositivo, encontra-se uma cronologia que é, por si só, representativa do modo como a obra de Manoel de Oliveira evolui ao longo de mais de oito décadas de trabalho, e onde são apresentados diferentes núcleos de documentação relacionados com cada um dos títulos da filmografia do realizador. Sequências fílmicas, fotografias de rodagem, textos, guiões, correspondência, desenhos preparatórios, críticas, cartazes e uma ampla seleção de outros documentos abrem pistas de leitura e contextualizam algumas das questões-chave, dos processos criativos e das opções temáticas e formais que marcam a singularidade desta obra. O que se evidencia, a partir do contacto com este dispositivo, é, desde logo, o hiato de catorze anos, durante o período do Estado Novo, em que o realizador não conseguiu concretizar nenhum dos seus múltiplos projetos, mas também o intervalo de quase três décadas entre a sua primeira e segunda longa-metragem de ficção ou a regularidade anual que a sua produção tomou a partir do início dos anos 1990. De um modo interativo, esta solução tecnológica permite explorar pormenorizadamente a vasta obra do realizador português.

 

O segundo dispositivo coloca o espectador no centro do filme. Controlado pelo visitante, através de um monitor tátil, este políptico oferece uma visão analítica da obra de Manoel de Oliveira. A espacialização das imagens promove um confronto entre planos e sequências que explora aproximações e ressonâncias entre diferentes momentos de um mesmo filme, desse modo revelando algumas das particularidades formais do cinema de Manoel de Oliveira.

 

Sendo permanente, esta exposição é, também, uma exposição dinâmica. Além de funcionar como um repositório das atividades desenvolvidas pela Casa do Cinema em torno da obra de Manoel de Oliveira, a exposição será permanentemente renovada e reconfigurada, disponibilizando múltiplas visões do cinema do realizador.

 

08
Mar
24
Mar
2022-03-08T11:00:00Z
2026-03-24T11:11:38Z
Serralves
R. de D. João de Castro, 210

Mais info

[Serralves] - MANOEL DE OLIVEIRA
Exposição

A Exposição Permanente Manoel de Oliveira ocupa o segundo piso da antiga garagem da Casa de Serralves, adaptada e ampliada por um projeto da autoria do arquiteto Álvaro Siza, que procurou preservar o caráter e a configuração do edifício existente.

Esta exposição apresenta uma criteriosa seleção de prémios, demonstrativa do modo como a obra de Manoel de Oliveira foi sendo internacionalmente recebida: a começar no mais antigo, a Harpa de Prata, do Festival de Curta-metragem de Cork, na Irlanda, pelo filme O Pintor e a Cidade (1956), até à prestigiosa Palma de Ouro Honorária do Festival de Cinema de Cannes (entregue em 2008, no ano em que o cineasta completaria 100 anos).

 

Apresentam-se ainda quatro quadros que pertenciam ao universo da intimidade de Manoel de Oliveira e que reencontramos em alguns dos seus filmes mais pessoais, nomeadamente em Visita ou Memórias e Confissões (1982). Desenhado a pastel seco por Carlos Carneiro, “Retrato de Manoel de Oliveira (jovem)” (1934) descreve o perfil sinuoso do realizador, quando, pouco antes de completar trinta anos, já havia estreado alguns dos seus primeiros filmes. Da mão de Maria Isabel Carvalhais (esposa de Oliveira) apresenta-se um quadro a óleo e outro a pastel seco, o primeiro, uma natureza morta focada num cesto de cerejas, o segundo, um autorretrato, datado de 1937. Por fim, está igualmente em exposição a tela “Da série ‘estruturas’” (1972), do pintor Manuel-Casimiro (filho do realizador). Este núcleo expositivo integra ainda uma seleção de documentos provenientes do acervo de Manoel de Oliveira, integralmente depositado em Serralves.

 

Propõem-se também duas abordagens distintas ao cinema de Manoel de Oliveira: um videowall interativo (ecrã tátil) e um dispositivo composto por cinco telas de projeção onde se exibem, simultaneamente e de forma sincronizada, vários excertos e sequências de filmes de Manoel de Oliveira.

 

No primeiro dispositivo, encontra-se uma cronologia que é, por si só, representativa do modo como a obra de Manoel de Oliveira evolui ao longo de mais de oito décadas de trabalho, e onde são apresentados diferentes núcleos de documentação relacionados com cada um dos títulos da filmografia do realizador. Sequências fílmicas, fotografias de rodagem, textos, guiões, correspondência, desenhos preparatórios, críticas, cartazes e uma ampla seleção de outros documentos abrem pistas de leitura e contextualizam algumas das questões-chave, dos processos criativos e das opções temáticas e formais que marcam a singularidade desta obra. O que se evidencia, a partir do contacto com este dispositivo, é, desde logo, o hiato de catorze anos, durante o período do Estado Novo, em que o realizador não conseguiu concretizar nenhum dos seus múltiplos projetos, mas também o intervalo de quase três décadas entre a sua primeira e segunda longa-metragem de ficção ou a regularidade anual que a sua produção tomou a partir do início dos anos 1990. De um modo interativo, esta solução tecnológica permite explorar pormenorizadamente a vasta obra do realizador português.

 

O segundo dispositivo coloca o espectador no centro do filme. Controlado pelo visitante, através de um monitor tátil, este políptico oferece uma visão analítica da obra de Manoel de Oliveira. A espacialização das imagens promove um confronto entre planos e sequências que explora aproximações e ressonâncias entre diferentes momentos de um mesmo filme, desse modo revelando algumas das particularidades formais do cinema de Manoel de Oliveira.

 

Sendo permanente, esta exposição é, também, uma exposição dinâmica. Além de funcionar como um repositório das atividades desenvolvidas pela Casa do Cinema em torno da obra de Manoel de Oliveira, a exposição será permanentemente renovada e reconfigurada, disponibilizando múltiplas visões do cinema do realizador.

 

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