A tecnologia contemporânea transformou o conceito de corporalidade. Hoje o corpo não é apenas uma realidade física, consertada ou aprimorada por próteses e dispositivos, medida e explorada em dados biométricos mas também um corpo digital, recriado, expandido...transformado num interface. Tecnologias digitais medeiam cada vez mais o sofrimento e o prazer descorporalizado, gerando novas formas de lazer e de solidão. Há um prazer que se desloca do toque para o clique, do mundo físico para o virtual, de um mundo vivido para um mundo imaginado, com fronteiras materializadas em vidro, película, plástico, membrana...onde o corpo não morre.