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Talvez a IA não seja a verdadeira questão do nosso tempo. Talvez sejamos nós: o modo como projetamos desejo, medo, autoridade, criatividade e intimidade em sistemas que não vivem, não morrem, e não respondem a partir de um corpo.
Esta palestra performativa parte de uma provocação simples: e se a IA não estiver aqui para substituir o humano, mas para o expor? E se, perante a máquina, as nossas dependências, fantasias, fragilidades e modos de relacionar se tornarem mais visíveis?
O público é convidado a ajudar a construir um mapa coletivo das emoções, contradições e ficções que emergem quando começamos a pensar, criar e decidir ao lado de entidades não-humanas. Não se trata de compreender algoritmos, nem de celebrar ou condenar a tecnologia. Trata-se de observar o que a IA reorganiza em nós: autoria, presença, confiança, o desejo de controlo, a solidão, a imaginação e a própria noção de inteligência.
No final, a pergunta pode não ser se a IA pensa. Pode ser algo mais desconfortável: que tipo de humanos estamos dispostos a tornar-nos quando aceitamos pensar ao lado "dela"?
António Baía Reis é artista, investigador e professor na Universidade de Salamanca. Emília Moreira é psicóloga e investigadora na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto.
O evento requer inscrição prévia.
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Talvez a IA não seja a verdadeira questão do nosso tempo. Talvez sejamos nós: o modo como projetamos desejo, medo, autoridade, criatividade e intimidade em sistemas que não vivem, não morrem, e não respondem a partir de um corpo.
Esta palestra performativa parte de uma provocação simples: e se a IA não estiver aqui para substituir o humano, mas para o expor? E se, perante a máquina, as nossas dependências, fantasias, fragilidades e modos de relacionar se tornarem mais visíveis?
O público é convidado a ajudar a construir um mapa coletivo das emoções, contradições e ficções que emergem quando começamos a pensar, criar e decidir ao lado de entidades não-humanas. Não se trata de compreender algoritmos, nem de celebrar ou condenar a tecnologia. Trata-se de observar o que a IA reorganiza em nós: autoria, presença, confiança, o desejo de controlo, a solidão, a imaginação e a própria noção de inteligência.
No final, a pergunta pode não ser se a IA pensa. Pode ser algo mais desconfortável: que tipo de humanos estamos dispostos a tornar-nos quando aceitamos pensar ao lado "dela"?
António Baía Reis é artista, investigador e professor na Universidade de Salamanca. Emília Moreira é psicóloga e investigadora na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto.
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