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As sereias vão cantar mais alto reúne as pinturas e instalações mais recentes de Diogo Nogueira, numa exposição com curadoria de Miguel Von Hafe Pérez. Nas pinturas deparamo-nos com uma floresta imaginária, povoada por figuras quiméricas que se misturam e se dissolvem noutras formas de vida.
Em imagens simultaneamente sedutoras e inquietantes, as obras exploram as complexidades das masculinidades contemporâneas e põem em causa as convenções tradicionais da virilidade. Cruzando mitologia, história da arte e cultura visual, constroem narrativas em que o corpo masculino se afirma e se entrelaça com o animal e o vegetal. Tal como Endimião, mergulhado por Selene num sono eterno que lhe conserva a juventude e a beleza, estas figuras habitam um tempo à parte, onde é sempre mais tarde do que se pensa.
Suspensas entre atração e ameaça, estas figuras evocam as fantasias veiculadas pela imagética pop das redes sociais, da pornografia e de revistas como a Men’s Health. Através de camadas de referências à história da imagem, erudita e popular, tece-se uma iconografia de corpos em grupo. Braços lançados ao ar, corpos que se empilham em pirâmides e se tornam cavalos, cortejos que lembram o carnaval, o desfile ou a festa popular. São momentos de êxtase coletivo, entre a celebração e o ritual, em que um só ser é também múltiplo, como oferendas votivas a alguém cuja identidade se desconhece. O conjunto evoca o sonho de uma outra comunidade possível, de um estado natural que nunca existiu, em que o humano, o animal e o coletivo deixam de ter fronteiras nítidas.
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As sereias vão cantar mais alto reúne as pinturas e instalações mais recentes de Diogo Nogueira, numa exposição com curadoria de Miguel Von Hafe Pérez. Nas pinturas deparamo-nos com uma floresta imaginária, povoada por figuras quiméricas que se misturam e se dissolvem noutras formas de vida.
Em imagens simultaneamente sedutoras e inquietantes, as obras exploram as complexidades das masculinidades contemporâneas e põem em causa as convenções tradicionais da virilidade. Cruzando mitologia, história da arte e cultura visual, constroem narrativas em que o corpo masculino se afirma e se entrelaça com o animal e o vegetal. Tal como Endimião, mergulhado por Selene num sono eterno que lhe conserva a juventude e a beleza, estas figuras habitam um tempo à parte, onde é sempre mais tarde do que se pensa.
Suspensas entre atração e ameaça, estas figuras evocam as fantasias veiculadas pela imagética pop das redes sociais, da pornografia e de revistas como a Men’s Health. Através de camadas de referências à história da imagem, erudita e popular, tece-se uma iconografia de corpos em grupo. Braços lançados ao ar, corpos que se empilham em pirâmides e se tornam cavalos, cortejos que lembram o carnaval, o desfile ou a festa popular. São momentos de êxtase coletivo, entre a celebração e o ritual, em que um só ser é também múltiplo, como oferendas votivas a alguém cuja identidade se desconhece. O conjunto evoca o sonho de uma outra comunidade possível, de um estado natural que nunca existiu, em que o humano, o animal e o coletivo deixam de ter fronteiras nítidas.
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