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Homem Raiz celebra quarenta anos de trabalho de Agostinho Santos e regressa simbolicamente a Bicho Homem, título da sua primeira exposição individual, em 1987. Não para repetir esse ponto de origem, mas para o aprofundar. Entre um título e outro desenha-se um percurso feito de metamorfoses, onde memória, experiência e pensamento se cruzam com a matéria, o gesto e o instinto.
Com curadoria de Rita Roque, a exposição reúne diferentes momentos, temas e séries de uma obra profundamente ligada à experiência do artista e às questões do seu tempo. A violência, a guerra, as desigualdades, os refugiados, a exclusão social, a condição das pessoas sem-abrigo, as relações de poder e a fragilidade humana atravessam um trabalho em que pedra, bronze, barro, plástico, papel, tinta e objetos diversos convivem sem hierarquias. O fazer, a mão e a transformação da matéria assumem um lugar central no processo artístico.
No Núcleo Central do Museu do Porto, no edifício da Alfândega, Homem Raiz expande-se para o próprio espaço expositivo. Um atelier provisório aproxima o processo de criação do visitante, enquanto uma instalação de oito camas de rede, pintadas pelo artista durante a montagem, introduz uma relação direta com o corpo e prolonga as inquietações sociais que atravessam a sua obra. As diferentes raízes de quarenta anos de criação encontram-se, assim, num mesmo território, entre aquilo de onde se vem e as formas que continuam por descobrir.
Inauguração: 09 out, 18h00
Visitas: ter a dom, 10h00–17h30
Gratuito
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Homem Raiz celebra quarenta anos de trabalho de Agostinho Santos e regressa simbolicamente a Bicho Homem, título da sua primeira exposição individual, em 1987. Não para repetir esse ponto de origem, mas para o aprofundar. Entre um título e outro desenha-se um percurso feito de metamorfoses, onde memória, experiência e pensamento se cruzam com a matéria, o gesto e o instinto.
Com curadoria de Rita Roque, a exposição reúne diferentes momentos, temas e séries de uma obra profundamente ligada à experiência do artista e às questões do seu tempo. A violência, a guerra, as desigualdades, os refugiados, a exclusão social, a condição das pessoas sem-abrigo, as relações de poder e a fragilidade humana atravessam um trabalho em que pedra, bronze, barro, plástico, papel, tinta e objetos diversos convivem sem hierarquias. O fazer, a mão e a transformação da matéria assumem um lugar central no processo artístico.
No Núcleo Central do Museu do Porto, no edifício da Alfândega, Homem Raiz expande-se para o próprio espaço expositivo. Um atelier provisório aproxima o processo de criação do visitante, enquanto uma instalação de oito camas de rede, pintadas pelo artista durante a montagem, introduz uma relação direta com o corpo e prolonga as inquietações sociais que atravessam a sua obra. As diferentes raízes de quarenta anos de criação encontram-se, assim, num mesmo território, entre aquilo de onde se vem e as formas que continuam por descobrir.
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