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Geodésico-Gigante, de Rui Mota
Extéril

Devido um erro de cálculo, a presente exposição esteve para se chamar Gravata-Grilo e embora a relação da manta, laço ou fita do pescoço e o inseto ortóptero saltador mantivessem a lógica por trás configuração do título, há algo nas palavras Geodésico-Gigante que parece mais afortunado – todavia, mais importante que o sentido das duas palavras que dão título a esta exposição é o exercício de medição da qual resulta a sua escolha e que mais se assemelha o hífen que as separa.  


Sem grande pachorra para o jogo das significâncias, que poderiam unir as obras em exposição ao título da mesma, aplicou-se à sua formulação um gesto que acompanhou várias das peças apresentadas na Exteríl. Medir, dividir e procurar centros. O dicionário (mais tarde o leitor) encarregar-se-ia da significação. O Dicionário elementar da língua portuguesa que se encontra no livreiro que me defronta no momento da escrita – com um tal Carlos Alberto de Almeida como dono original - servirá perfeitamente. Foi publicado 1961 pela Editora de Educação Nacional de Adolfo Machado que outrora ocupou a porta 125 da Rua do Almada e o seu autor, Augusto Moreno, garante que é um livro repleto de grafia rigorosamente atualizada – então fico sossegado.  


Divido pela metade as suas 920 páginas de modo a encontrar o seu centro nas páginas 460-461, embora a paginação indique o número 448-449 por causa das primeiras folhas do dicionário que ficaram por numerar. Quer na página da esquerda como na da direita, uno a lápis os cantos da folha de modo a encontrar, na interseção do “X” desenhado, o centro da mesma. O dicionário é por norma paginado em duas colunas de igual dimensão, o que poderia indicar que o centro da página estaria entre estas. Porém um pequeno ajuste ótico desvia cada um dos conteúdos das páginas em direção às margens do livro e permite que o centro das páginas seja traçado em cima de duas palavras específicas - “geodésico” na esquerda e “gigante” na direita. – Rui Mota

09
Mai
19
Jun
2026-05-09T16:00:00Z
2026-06-19T18:00:00Z
Extéril

Inauguração: 9 de maio, às 16h00.
Visitas por marcação após inauguração.

Gratuito

6+
R. do Bonjardim, 1176

Mais info

Geodésico-Gigante de Rui Mota
Gratuito
Exposição

Devido um erro de cálculo, a presente exposição esteve para se chamar Gravata-Grilo e embora a relação da manta, laço ou fita do pescoço e o inseto ortóptero saltador mantivessem a lógica por trás configuração do título, há algo nas palavras Geodésico-Gigante que parece mais afortunado – todavia, mais importante que o sentido das duas palavras que dão título a esta exposição é o exercício de medição da qual resulta a sua escolha e que mais se assemelha o hífen que as separa.  


Sem grande pachorra para o jogo das significâncias, que poderiam unir as obras em exposição ao título da mesma, aplicou-se à sua formulação um gesto que acompanhou várias das peças apresentadas na Exteríl. Medir, dividir e procurar centros. O dicionário (mais tarde o leitor) encarregar-se-ia da significação. O Dicionário elementar da língua portuguesa que se encontra no livreiro que me defronta no momento da escrita – com um tal Carlos Alberto de Almeida como dono original - servirá perfeitamente. Foi publicado 1961 pela Editora de Educação Nacional de Adolfo Machado que outrora ocupou a porta 125 da Rua do Almada e o seu autor, Augusto Moreno, garante que é um livro repleto de grafia rigorosamente atualizada – então fico sossegado.  


Divido pela metade as suas 920 páginas de modo a encontrar o seu centro nas páginas 460-461, embora a paginação indique o número 448-449 por causa das primeiras folhas do dicionário que ficaram por numerar. Quer na página da esquerda como na da direita, uno a lápis os cantos da folha de modo a encontrar, na interseção do “X” desenhado, o centro da mesma. O dicionário é por norma paginado em duas colunas de igual dimensão, o que poderia indicar que o centro da página estaria entre estas. Porém um pequeno ajuste ótico desvia cada um dos conteúdos das páginas em direção às margens do livro e permite que o centro das páginas seja traçado em cima de duas palavras específicas - “geodésico” na esquerda e “gigante” na direita. – Rui Mota

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