As vinhas deram fruto e é altura da vindima. Soraia, uma jovem rapariga, corta-se.
O sangue mistura-se com o vinho. Um touro negro segue-lhe o rasto.
O tempo estende-se nas copas das árvores.
Sobre os troncos, a humanidade abriga-se e reúne-se para partilhar o pão, o vinho,
memórias e sonhos, a história de uma paisagem e de uma luta.
Entramos na grande noite, onde a natureza também fala.
Tudo arde, é o fogo do vento que anuncia a canícula.