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Na tragédia grega As Suplicantes, Ésquilo conta-nos a história de 50 mulheres, irmãs, que, quando obrigadas a casar com os 50 primos contra a sua vontade, partem de barco fugindo do Egito, atravessando o mar mediterrâneo, desaguando nas areias da Grécia, onde pedem asilo. Não precisamos de procurar muito para encontrar a atualidade em certos mitos, ou certas peças. Neste caso, uma travessia de barco repleto de pessoas que fogem de um destino fatídico que determinado país lhes dá, a sua viagem pelo mar mediterrâneo e o pedido de asilo num país do sul da Europa, poderia ser o oráculo de uma notícia de um qualquer telejornal dos nossos dias. Nesta reescrita, feita pelas mãos de Sara Barros Leitão, partiremos para uma reflexão sobre o próprio projeto europeu, sobre fronteiras, sobre pactos de hospitalidade, acolhimento e integração. Suplicantes é uma tragédia - porque só a tragédia conseguirá explicar o mundo em que vivemos atualmente - e é uma ficção - pois só o afastamento emocional das histórias individuais nos poderá ajudar a compreender a universalidade das questões. — Sara Barros Leitão
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Na tragédia grega As Suplicantes, Ésquilo conta-nos a história de 50 mulheres, irmãs, que, quando obrigadas a casar com os 50 primos contra a sua vontade, partem de barco fugindo do Egito, atravessando o mar mediterrâneo, desaguando nas areias da Grécia, onde pedem asilo. Não precisamos de procurar muito para encontrar a atualidade em certos mitos, ou certas peças. Neste caso, uma travessia de barco repleto de pessoas que fogem de um destino fatídico que determinado país lhes dá, a sua viagem pelo mar mediterrâneo e o pedido de asilo num país do sul da Europa, poderia ser o oráculo de uma notícia de um qualquer telejornal dos nossos dias. Nesta reescrita, feita pelas mãos de Sara Barros Leitão, partiremos para uma reflexão sobre o próprio projeto europeu, sobre fronteiras, sobre pactos de hospitalidade, acolhimento e integração. Suplicantes é uma tragédia - porque só a tragédia conseguirá explicar o mundo em que vivemos atualmente - e é uma ficção - pois só o afastamento emocional das histórias individuais nos poderá ajudar a compreender a universalidade das questões. — Sara Barros Leitão
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