Na leitura-performance deste poema-ensaio auto-teórico, episódios de rua e do dia-a-dia falam da imaginação como força material, e contam de um mundo feito de violência. No corpo abjecto, indesejado, indesejável, a fantasia e a violência provocam-se mutuamente, dando lugar a um corpo metamórfico, sempre além e aquém de si mesmo. Um corpo, como disse saramago, que vive desassossegado e para desassossegar.