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Há objetos que desaparecem antes de serem vistos. Um arame entortado, um cordão solto, um pedaço de
fio abandonado no chão. Foi durante as suas caminhadas pelo Porto, recolhendo esses fragmentos, que
Guga Szabzon deu início à pesquisa apresentada em Elogio ao fio.
No ateliê, a artista passou a organizar os fios encontrados por cor, forma e tamanho, como se construísse
um bestiário. Diante dessa catalogação, elegeu alguns deles para homenagear, imaginando que poderia
criar um trabalho para cada fio. Aquilo que antes parecia insignificante começou a revelar uma beleza
inesperada.
Esse gesto também transformou a sua maneira de olhar para a cidade. Os encontros com esses
fragmentos passaram a marcar seus trajetos, como se os caminhos fossem sendo mapeados pelos objetos
encontrados. Uma cidade que se lê pelo chão, pelo que ficou para trás.
Em Elogio ao fio, a artista volta a sua atenção àquilo que foi desprezado, descobrindo novas possibilidades
nas formas e nos movimentos desses pequenos objetos. “Elogio ao fio é, para mim, uma forma de
reabitar aquilo que fora desprezado, revelar suas virtudes mais inesperadas”, afirma Guga.
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Há objetos que desaparecem antes de serem vistos. Um arame entortado, um cordão solto, um pedaço de
fio abandonado no chão. Foi durante as suas caminhadas pelo Porto, recolhendo esses fragmentos, que
Guga Szabzon deu início à pesquisa apresentada em Elogio ao fio.
No ateliê, a artista passou a organizar os fios encontrados por cor, forma e tamanho, como se construísse
um bestiário. Diante dessa catalogação, elegeu alguns deles para homenagear, imaginando que poderia
criar um trabalho para cada fio. Aquilo que antes parecia insignificante começou a revelar uma beleza
inesperada.
Esse gesto também transformou a sua maneira de olhar para a cidade. Os encontros com esses
fragmentos passaram a marcar seus trajetos, como se os caminhos fossem sendo mapeados pelos objetos
encontrados. Uma cidade que se lê pelo chão, pelo que ficou para trás.
Em Elogio ao fio, a artista volta a sua atenção àquilo que foi desprezado, descobrindo novas possibilidades
nas formas e nos movimentos desses pequenos objetos. “Elogio ao fio é, para mim, uma forma de
reabitar aquilo que fora desprezado, revelar suas virtudes mais inesperadas”, afirma Guga.
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