“As primeiras comemorações oficiais do 25 de Novembro, promovidas pelo governo e pela extrema-direita no cinquentenário, em 2025, mostraram, como é evidente, que a direita quer acabar definitivamente com a herança da revolução portuguesa.
Mas a disputa acesa pelas “datas” — ao fim de 50 anos! onde mais se vê isso no mundo? — mostra, principalmente, outra coisa: que a revolução portuguesa ainda não morreu completamente; nem a contra-revolução, de que o “25 de Novembro” veio a ser o emblema, ainda venceu definitivamente.
Com “narrativas” que tão vivamente se entrechocam, não nas bibliotecas de história, mas ainda na arena política viva, o que aconteceu realmente no 25 de Abril de 1974 e no 25 de Novembro de 1975? E depois de Novembro?
Disto trata este livro, no ponto de vista da juventude e da classe trabalhadora que fez a revolução.
O livro interpela, portanto, antes de mais nada, as novas gerações, que não viveram pessoalmente a revolução portuguesa.
Vem conversar disto com um dos autores, Adriano Zilhão, e o professor de sociologia de Braga, Manuel Carlos Silva!”