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Diogo Q. Alexandre | SUNK
Um instrumento híbrido, uma bateria acústica fundida com live electronics e junk percussionamplificada por microfones de contacto. Um tacho de cozinha transforma-se num gongo de 50 polegadas; objetos do quotidiano ganham dimensões sonoras enormes, como se os ouvidos estivessem dentro dos instrumentos. Após o aclamado Pipe Tree (jazz.pt, um dos melhores álbuns de 2022), Diogo Q. Alexandre apresenta o seu primeiro projeto a solo:imprevisível, íntimo e meticuloso. Ritmo, gesto e improvisação geram uma luta de pugilistas entre o humano e a máquina em tempo real — e, numa altura em que a tecnologia é colocada ao serviço do controlo, da opressão e do lucro corporativo, SUNK torna-a num veículo de resistência, consciência e lucidez coletiva.
Diogo tem vindo a solidificar a sua carreira entre a Bélgica e Portugal, apresentando-se neste projeto como líder pela segunda vez. Após Pipe Tree, considerado um dos melhores álbuns de 2022 pela jazz.pt; este projeto SOLO é a sua próxima etapa. Desta vez num formato cru, vulnerável e despido, é o resultado de uma pesquisa incessante para desenvolver um instrumento que se alinhe com a sua visão.
No cerne da performance está um instrumento híbrido que funde a bateria acústica com live-electronics e junk percussion, amplificado com microfones de contacto. O timbre e a captação criam a ilusão de um microscópio sonoro: o conteúdo espectral de objetos do quotidiano é trazido para primeiro plano. Como se os nossos ouvidos fossem colocados dentro dos instrumentos. Se o som dita o peso da performance, é o ritmo que lhe serve de motor. Gera-se uma luta de pugilistas entre o humano e o sistema, exigindo uma adaptação contínua em tempo real onde o som é processado e devolvido sob a forma de polirritmia e glitch latente. A eletrónica recusa-se a cingir-se a meros efeitos sonoros; é uma ferramenta composicional ativa que se interliga à improvisação. Numa era em que a tecnologia é colocada ao serviço do controlo e da homogeneização, esta performance a solo expõe-na ao serviço da vulnerabilidade humana, da intimidade e da consciência coletiva. A máquina transforma-se num veículo de expressão e, usada nestes termos, num símbolo de resistência.
Convidado: João Pedro Brandão
saxofonista, flautista, compositor, improvisador, é um dos principais impulsionadores da música improvisada no Porto, tendo fundado a Porta-Jazz a qual dirige desde a sua génese.
Para quem quiser, há jantar (vegano) – 7,50 euros.
Lotação limitada. Reserva aconselhada.
Os concertos no hotelier são promovidos pelos próprios artistas para divulgação do seu trabalho. Os donativos na sua totalidade, são a única retribuição, pelo que se agradece a generosidade de quem possa e queira dar um pouco mais.
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Diogo Q. Alexandre | SUNK
Um instrumento híbrido, uma bateria acústica fundida com live electronics e junk percussionamplificada por microfones de contacto. Um tacho de cozinha transforma-se num gongo de 50 polegadas; objetos do quotidiano ganham dimensões sonoras enormes, como se os ouvidos estivessem dentro dos instrumentos. Após o aclamado Pipe Tree (jazz.pt, um dos melhores álbuns de 2022), Diogo Q. Alexandre apresenta o seu primeiro projeto a solo:imprevisível, íntimo e meticuloso. Ritmo, gesto e improvisação geram uma luta de pugilistas entre o humano e a máquina em tempo real — e, numa altura em que a tecnologia é colocada ao serviço do controlo, da opressão e do lucro corporativo, SUNK torna-a num veículo de resistência, consciência e lucidez coletiva.
Diogo tem vindo a solidificar a sua carreira entre a Bélgica e Portugal, apresentando-se neste projeto como líder pela segunda vez. Após Pipe Tree, considerado um dos melhores álbuns de 2022 pela jazz.pt; este projeto SOLO é a sua próxima etapa. Desta vez num formato cru, vulnerável e despido, é o resultado de uma pesquisa incessante para desenvolver um instrumento que se alinhe com a sua visão.
No cerne da performance está um instrumento híbrido que funde a bateria acústica com live-electronics e junk percussion, amplificado com microfones de contacto. O timbre e a captação criam a ilusão de um microscópio sonoro: o conteúdo espectral de objetos do quotidiano é trazido para primeiro plano. Como se os nossos ouvidos fossem colocados dentro dos instrumentos. Se o som dita o peso da performance, é o ritmo que lhe serve de motor. Gera-se uma luta de pugilistas entre o humano e o sistema, exigindo uma adaptação contínua em tempo real onde o som é processado e devolvido sob a forma de polirritmia e glitch latente. A eletrónica recusa-se a cingir-se a meros efeitos sonoros; é uma ferramenta composicional ativa que se interliga à improvisação. Numa era em que a tecnologia é colocada ao serviço do controlo e da homogeneização, esta performance a solo expõe-na ao serviço da vulnerabilidade humana, da intimidade e da consciência coletiva. A máquina transforma-se num veículo de expressão e, usada nestes termos, num símbolo de resistência.
Convidado: João Pedro Brandão
saxofonista, flautista, compositor, improvisador, é um dos principais impulsionadores da música improvisada no Porto, tendo fundado a Porta-Jazz a qual dirige desde a sua génese.
Para quem quiser, há jantar (vegano) – 7,50 euros.
Lotação limitada. Reserva aconselhada.
Os concertos no hotelier são promovidos pelos próprios artistas para divulgação do seu trabalho. Os donativos na sua totalidade, são a única retribuição, pelo que se agradece a generosidade de quem possa e queira dar um pouco mais.
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