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Oficina dirigida por Landra (Sara Rodrigues e Rodrigo Camacho), com o professor Luís Xavier e os alunos da Escola Secundária Carolina Michaelis
O que vive numa água que parece parada? Que espécies habitam os lavadouros das Fontaínhas e de que forma podem as plantas ajudar a regenerar a qualidade da água?
Ao longo de três sessões interligadas, o projeto Cultivar a Proximidade convida a comunidade a mergulhar numa experiência que cruza arte, ciência e ecologia, transformando os Lavadouros das Fontaínhas num espaço de observação, aprendizagem e ação coletiva.
Orientada pela dupla artística Landra e pelo professor Luís Xavier, esta atividade propõe uma aproximação prática aos ecossistemas invisíveis que habitam a água dos lavadouros. O percurso começa com a descoberta da vida microscópica presente neste habitat. Através da observação ao microscópio e da realização participada de análises à qualidade da água, os participantes serão convidados a conhecer os organismos que nela vivem e a compreender melhor as suas características ecológicas. A partir dessa investigação conjunta, serão identificadas as espécies vegetais mais adequadas para um processo de fitorremediação — uma técnica natural que utiliza plantas para melhorar a qualidade da água e restaurar o equilíbrio dos ecossistemas.
Numa segunda etapa, o grupo colaborará na instalação dessas espécies e na adaptação dos lavadouros, dando origem a um pequeno ecossistema capaz de evoluir autonomamente ao longo do tempo. Raízes, substratos, microrganismos e plantas aquáticas passarão a habitar este espaço, iniciando um processo de transformação gradual que poderá ser acompanhado de perto pelos participantes.
O percurso culminará numa apresentação pública do trabalho desenvolvido, revelando os resultados desta experiência coletiva através de uma instalação viva onde se cruzam observação científica, intervenção ecológica e criação artística. Mais do que um conjunto de oficinas, esta é uma proposta de participação continuada, em que cada sessão contribui para a seguinte e onde o processo ganha sentido na sua totalidade. Por esse motivo, é fortemente recomendada a participação nos três encontros, permitindo acompanhar todas as fases da experiência, desde a descoberta inicial até ao momento final de partilha com a comunidade.
Entre microscópios, plantas lavadeiras, microrganismos e saberes partilhados, esta atividade convida-nos a olhar para os lavadouros não apenas como património histórico, mas como lugares vivos, capazes de acolher novas formas de relação entre pessoas, natureza e conhecimento.
Landra é o nome que Sara Rodrigues e Rodrigo Camacho dão à terra onde vivem e é também como são conhecidos enquanto dupla artística desde 2020. Através das landras (frutos dos carvalhos), o duo presta homenagem a uma cultura de autonomia, de partilha e de abundância que procuram recuperar. Para além de ser uma agrofloresta em desenvolvimento, a Landra é também um espaço para experimentação com métodos de produção local e formas de arte-vida. Começaram a trabalhar juntos desde 2015 a partir da Goldsmiths, Universidade de Londres. Os seus projetos desenvolvem-se por via do vídeo e da composição audiovisual, da performance, da instalação e da intervenção no espaço público. Para além dos estudos artísticos, formaram-se também em permacultura e microbiologia do solo, investigando e aplicando estes conhecimentos em projetos entre a arte e a ciência, incluindo práticas de regeneração de solos e restauro de ecossistemas.
Luís Xavier é biólogo, professor e divulgador científico, dedicando grande parte do seu trabalho à educação ambiental, à botânica e ao conhecimento dos ecossistemas. Atualmente leciona na Escola Secundária Carolina Michaelis, onde desenvolve atividades pedagógicas dirigidas a diferentes públicos, promovendo a aproximação entre ciência, natureza e comunidade. Licenciado em Biologia e mestre em Hidrobiologia, frequentou também o curso de Arquitetura Paisagista da Universidade do Porto. Ao longo do seu percurso tem organizado visitas guiadas a jardins, parques e reservas naturais, colaborado na conceção de espaços verdes, participado na revisão científica de publicações e coassinado artigos e materiais pedagógicos. Foi responsável por projetos de gestão e programação nos Jardins do Palácio de Cristal e é membro fundador da Associação Hortus Conclusus.
Inscrição obrigatória através do QR code no cartaz ou e-mail cultivaraproximidade@gmail.com
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Oficina dirigida por Landra (Sara Rodrigues e Rodrigo Camacho), com o professor Luís Xavier e os alunos da Escola Secundária Carolina Michaelis
O que vive numa água que parece parada? Que espécies habitam os lavadouros das Fontaínhas e de que forma podem as plantas ajudar a regenerar a qualidade da água?
Ao longo de três sessões interligadas, o projeto Cultivar a Proximidade convida a comunidade a mergulhar numa experiência que cruza arte, ciência e ecologia, transformando os Lavadouros das Fontaínhas num espaço de observação, aprendizagem e ação coletiva.
Orientada pela dupla artística Landra e pelo professor Luís Xavier, esta atividade propõe uma aproximação prática aos ecossistemas invisíveis que habitam a água dos lavadouros. O percurso começa com a descoberta da vida microscópica presente neste habitat. Através da observação ao microscópio e da realização participada de análises à qualidade da água, os participantes serão convidados a conhecer os organismos que nela vivem e a compreender melhor as suas características ecológicas. A partir dessa investigação conjunta, serão identificadas as espécies vegetais mais adequadas para um processo de fitorremediação — uma técnica natural que utiliza plantas para melhorar a qualidade da água e restaurar o equilíbrio dos ecossistemas.
Numa segunda etapa, o grupo colaborará na instalação dessas espécies e na adaptação dos lavadouros, dando origem a um pequeno ecossistema capaz de evoluir autonomamente ao longo do tempo. Raízes, substratos, microrganismos e plantas aquáticas passarão a habitar este espaço, iniciando um processo de transformação gradual que poderá ser acompanhado de perto pelos participantes.
O percurso culminará numa apresentação pública do trabalho desenvolvido, revelando os resultados desta experiência coletiva através de uma instalação viva onde se cruzam observação científica, intervenção ecológica e criação artística. Mais do que um conjunto de oficinas, esta é uma proposta de participação continuada, em que cada sessão contribui para a seguinte e onde o processo ganha sentido na sua totalidade. Por esse motivo, é fortemente recomendada a participação nos três encontros, permitindo acompanhar todas as fases da experiência, desde a descoberta inicial até ao momento final de partilha com a comunidade.
Entre microscópios, plantas lavadeiras, microrganismos e saberes partilhados, esta atividade convida-nos a olhar para os lavadouros não apenas como património histórico, mas como lugares vivos, capazes de acolher novas formas de relação entre pessoas, natureza e conhecimento.
Landra é o nome que Sara Rodrigues e Rodrigo Camacho dão à terra onde vivem e é também como são conhecidos enquanto dupla artística desde 2020. Através das landras (frutos dos carvalhos), o duo presta homenagem a uma cultura de autonomia, de partilha e de abundância que procuram recuperar. Para além de ser uma agrofloresta em desenvolvimento, a Landra é também um espaço para experimentação com métodos de produção local e formas de arte-vida. Começaram a trabalhar juntos desde 2015 a partir da Goldsmiths, Universidade de Londres. Os seus projetos desenvolvem-se por via do vídeo e da composição audiovisual, da performance, da instalação e da intervenção no espaço público. Para além dos estudos artísticos, formaram-se também em permacultura e microbiologia do solo, investigando e aplicando estes conhecimentos em projetos entre a arte e a ciência, incluindo práticas de regeneração de solos e restauro de ecossistemas.
Luís Xavier é biólogo, professor e divulgador científico, dedicando grande parte do seu trabalho à educação ambiental, à botânica e ao conhecimento dos ecossistemas. Atualmente leciona na Escola Secundária Carolina Michaelis, onde desenvolve atividades pedagógicas dirigidas a diferentes públicos, promovendo a aproximação entre ciência, natureza e comunidade. Licenciado em Biologia e mestre em Hidrobiologia, frequentou também o curso de Arquitetura Paisagista da Universidade do Porto. Ao longo do seu percurso tem organizado visitas guiadas a jardins, parques e reservas naturais, colaborado na conceção de espaços verdes, participado na revisão científica de publicações e coassinado artigos e materiais pedagógicos. Foi responsável por projetos de gestão e programação nos Jardins do Palácio de Cristal e é membro fundador da Associação Hortus Conclusus.
Inscrição obrigatória através do QR code no cartaz ou e-mail cultivaraproximidade@gmail.com
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