Em que momento deixámos de nos considerar criativos?
Partindo da própria raiz etimológica da palavra creare, “criar”, intimamente ligada a crescere, “crescer”, o workshop propõe-se desconstruir a ideia de que a criatividade é um dom reservado a poucos, e devolvê-la ao que sempre foi: uma capacidade humana básica, tão natural como a linguagem ou o jogo, que a vida adulta tende a silenciar.
Não é um curso de técnicas, nem uma introdução a ferramentas de design thinking, nem uma masterclass para quem “já tem jeito”. É um espaço breve mas intenso de regresso à experimentação sem julgamento, ao erro sem consequência, ao fazer pelo prazer de fazer, que é como todas as crianças se relacionam naturalmente com a criação, muito antes de aprenderem a temê-la. O que se procura não é ensinar a criar melhor, mas lembrar o corpo e a mente de que já sabiam fazê-lo.
Ao longo de 3 horas, o grupo será conduzido por um breve acolhimento sensorial, uma prática criativa livre e um momento de partilha, sem nunca se exigir um “produto final” ou um resultado “apresentável”.
Destina-se a qualquer pessoa adulta, com ou sem formação artística, que sinta ter perdido o contacto com a sua capacidade de criar. Ou que, simplesmente, tenha curiosidade em voltar a experimentar sem medo de errar.