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O Coro da Sé Catedral do Porto (CSCP) executará nesta Páscoa de 2026 a Cantata “Ich habe genug”, BWV 82, de J.S. Bach, os “Quatre motets sur des thèmes grégoriens”, op.10 e o Requiem, op.9, de M. Duruflé.
Serão intérpretes o Coro da Sé Catedral do Porto (CSCP), a mezzo-soprano, Ana dos Santos, o Barítono, Job Tomé, e a Orquestra Clássica Maia, sob a direção do Maestro Tiago Ferreira.
Este programa, sob o signo da Páscoa de 2026, propõe um diálogo improvável mas profundamente coerente entre dois pilares da música sacra europeia: Johann Sebastian Bach e Maurice Duruflé. Separados por mais de duzentos anos e por fronteiras confessionais — o luteranismo ortodoxo de Leipzig e o catolicismo místico de Paris —, ambos convergem numa premissa fundamental: a música não é um mero adorno do culto, mas a própria substância da fé traduzida em som.
Neste concerto, a narrativa não segue a cronologia histórica, mas sim uma lógica de ascensão espiritual. Começamos com a Cantata BWV 82, uma obra de introspeção absoluta, onde o indivíduo encara a sua própria finitude. Passamos pela pureza dos “Quatro Motetes” que funcionam como uma purificação auditiva, e culminamos na arquitetura monumental do “Requiem de Duruflé”, onde a voz individual se funde na súplica coletiva da humanidade.
A escolha destas obras para o tempo pascal sublinha o paradoxo desta época: a consciência da morte como condição necessária para a celebração da vida.
Este programa é uma meditação sobre a continuidade, um convite ao silêncio interior, num mundo que raramente nos permite ouvir o eco da nossa própria alma.
Bach e Duruflé lembram-nos que, independentemente da época ou da linguagem harmónica, a música é a ferramenta humana mais poderosa para lidar com o invisível. Ao sair deste concerto, o ouvinte não leva apenas melodias, mas uma sensação renovada de paz — o verdadeiro espírito da Páscoa.
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O Coro da Sé Catedral do Porto (CSCP) executará nesta Páscoa de 2026 a Cantata “Ich habe genug”, BWV 82, de J.S. Bach, os “Quatre motets sur des thèmes grégoriens”, op.10 e o Requiem, op.9, de M. Duruflé.
Serão intérpretes o Coro da Sé Catedral do Porto (CSCP), a mezzo-soprano, Ana dos Santos, o Barítono, Job Tomé, e a Orquestra Clássica Maia, sob a direção do Maestro Tiago Ferreira.
Este programa, sob o signo da Páscoa de 2026, propõe um diálogo improvável mas profundamente coerente entre dois pilares da música sacra europeia: Johann Sebastian Bach e Maurice Duruflé. Separados por mais de duzentos anos e por fronteiras confessionais — o luteranismo ortodoxo de Leipzig e o catolicismo místico de Paris —, ambos convergem numa premissa fundamental: a música não é um mero adorno do culto, mas a própria substância da fé traduzida em som.
Neste concerto, a narrativa não segue a cronologia histórica, mas sim uma lógica de ascensão espiritual. Começamos com a Cantata BWV 82, uma obra de introspeção absoluta, onde o indivíduo encara a sua própria finitude. Passamos pela pureza dos “Quatro Motetes” que funcionam como uma purificação auditiva, e culminamos na arquitetura monumental do “Requiem de Duruflé”, onde a voz individual se funde na súplica coletiva da humanidade.
A escolha destas obras para o tempo pascal sublinha o paradoxo desta época: a consciência da morte como condição necessária para a celebração da vida.
Este programa é uma meditação sobre a continuidade, um convite ao silêncio interior, num mundo que raramente nos permite ouvir o eco da nossa própria alma.
Bach e Duruflé lembram-nos que, independentemente da época ou da linguagem harmónica, a música é a ferramenta humana mais poderosa para lidar com o invisível. Ao sair deste concerto, o ouvinte não leva apenas melodias, mas uma sensação renovada de paz — o verdadeiro espírito da Páscoa.
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