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Esta conferência propõe uma análise crítica sobre o papel do objeto enquanto mediador de histórias difíceis e sensíveis no contexto contemporâneo de polémicas culturais que se caracterizam pela polarização, desinformação e descaracterização . Se, ao longo das sessões anteriores, debatemos a ontologia e a paisagem das "coisas", cabe agora questionar o que acontece quando o museu, até recentemente pouco questionado enquanto agente político e social, se vê objeto de acesos debates que lhe exigem ou uma segurança de informação dita neutra e objetiva ou que dele esperam uma prática de democracia cultural que o coloca firmemente no território das múltiplas interpretações, da apresentação de narrativas concorrentes, e da introdução da emoção enquanto objetivo dos processos curatoriais.
De facto, embora esta "curadoria do afeto" tenha surgido nas ultimas décadas como uma ferramenta de aproximação ao público e de legitimação de narrativas e interpretações ocultadas, é urgente, em tempos de pós-verdade, debruçarmo-nos sobre as limitações e riscos deste tipo de abordagem. A verdade histórica importa? Quem a legitima? E até que ponto a exploração da empatia através do objeto obscurece a verdade histórica? Nesta palestra, discutiremos este binómio factual (o objeto como prova) vs. emocional (o objeto como gatilho) identificando os momentos de fragilidade de cada componente deste binómio – e propondo estratégias para a sua proteção.
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Esta conferência propõe uma análise crítica sobre o papel do objeto enquanto mediador de histórias difíceis e sensíveis no contexto contemporâneo de polémicas culturais que se caracterizam pela polarização, desinformação e descaracterização . Se, ao longo das sessões anteriores, debatemos a ontologia e a paisagem das "coisas", cabe agora questionar o que acontece quando o museu, até recentemente pouco questionado enquanto agente político e social, se vê objeto de acesos debates que lhe exigem ou uma segurança de informação dita neutra e objetiva ou que dele esperam uma prática de democracia cultural que o coloca firmemente no território das múltiplas interpretações, da apresentação de narrativas concorrentes, e da introdução da emoção enquanto objetivo dos processos curatoriais.
De facto, embora esta "curadoria do afeto" tenha surgido nas ultimas décadas como uma ferramenta de aproximação ao público e de legitimação de narrativas e interpretações ocultadas, é urgente, em tempos de pós-verdade, debruçarmo-nos sobre as limitações e riscos deste tipo de abordagem. A verdade histórica importa? Quem a legitima? E até que ponto a exploração da empatia através do objeto obscurece a verdade histórica? Nesta palestra, discutiremos este binómio factual (o objeto como prova) vs. emocional (o objeto como gatilho) identificando os momentos de fragilidade de cada componente deste binómio – e propondo estratégias para a sua proteção.
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