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“Adilson”, ópera em cinco atos dirigida por Dino D’Santiago, com libreto de Rui Catalão e direção musical de Martim Sousa Tavares, estreia-se no Porto em coprodução com o Coliseu Porto Ageas.
Nesta obra inédita, encomendada para a BoCA — Biennial of Contemporary Arts, Dino D’Santiago desafia-se numa ópera que cruza história, cultura e a identidade multicultural portuguesa. Acompanha-se a jornada de um homem afrodescendente, nascido em Angola, filho de pais cabo-verdianos, que vive há mais de 40 anos em Portugal — sem nunca ter obtido cidadania portuguesa.
Chamado D’afonsa pelos amigos, Nuno pela família, Adilson no passaporte, a sua vida desenrola-se entre salas de espera, processos adiados e um labirinto burocrático que o impede de ser plenamente reconhecido pelo país onde sempre viveu.
Mais do que um indivíduo, Adilson representa milhares de pessoas deixadas nas margens do sistema. Abordando temas como a injustiça social, a discriminação, a fragilidade humana e a esperança, a ópera transforma a espera em poesia e faz da invisibilidade um ato de resistência. No culminar da obra, ouve-se o grito que ecoa para além do palco: “Eu não sou português. Eu sou Portugal. Um país à espera.”
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“Adilson”, ópera em cinco atos dirigida por Dino D’Santiago, com libreto de Rui Catalão e direção musical de Martim Sousa Tavares, estreia-se no Porto em coprodução com o Coliseu Porto Ageas.
Nesta obra inédita, encomendada para a BoCA — Biennial of Contemporary Arts, Dino D’Santiago desafia-se numa ópera que cruza história, cultura e a identidade multicultural portuguesa. Acompanha-se a jornada de um homem afrodescendente, nascido em Angola, filho de pais cabo-verdianos, que vive há mais de 40 anos em Portugal — sem nunca ter obtido cidadania portuguesa.
Chamado D’afonsa pelos amigos, Nuno pela família, Adilson no passaporte, a sua vida desenrola-se entre salas de espera, processos adiados e um labirinto burocrático que o impede de ser plenamente reconhecido pelo país onde sempre viveu.
Mais do que um indivíduo, Adilson representa milhares de pessoas deixadas nas margens do sistema. Abordando temas como a injustiça social, a discriminação, a fragilidade humana e a esperança, a ópera transforma a espera em poesia e faz da invisibilidade um ato de resistência. No culminar da obra, ouve-se o grito que ecoa para além do palco: “Eu não sou português. Eu sou Portugal. Um país à espera.”
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