PT


Uma floresta nem sempre precisa de árvores. Pode nascer de um fio, de uma dobra no papel, de uma linha que atravessa o branco ou de um segredo guardado entre raízes imaginadas.
Nesta exposição, Rosa Godinho convida o visitante a percorrer cinco cartas: «o vento era um mensageiro», «encontrei um galho que falava», «as flores sabiam esperar», «ouvi passos no orvalho» e «deixei um segredo entre as raízes». Em cada uma, a natureza ganha voz e sugere uma forma de escutar aquilo que habitualmente permanece em silêncio.
Papel de seda japonês, fios de algodão e seda, bordados e apontamentos de folha de ouro compõem uma paisagem delicada, construída entre o desenho, a arte têxtil e a instalação. A cor quase desaparece para dar lugar ao branco e aos tons naturais dos materiais. É nesse silêncio visual que a linha, a textura e o relevo revelam a sua presença.
Dobras, transparências e fios sobrepostos evocam raízes, ramos e percursos. Cada obra resulta de um trabalho paciente, próximo do gesto de tecer, no qual os materiais guardam a memória das mãos e do tempo. Mesmo quando abandona os limites da tapeçaria, a artista preserva o pensamento têxtil como origem e linguagem.
As peças estendem esta narrativa ao espaço. Os seus volumes sugerem pequenos planetas ou clareiras de uma floresta que existe entre a imaginação e a matéria. Como as páginas de um livro, os trabalhos estabelecem relações entre si e constroem uma história aberta a diferentes leituras.
Cartas para uma floresta imaginária propõe, assim, uma pausa: um convite a olhar com atenção, a ouvir o invisível e a descobrir, entre fios e raízes, os segredos que cada imagem guarda em silêncio.
— Diana Costa
Mais info
Guardar no Calendário
Uma floresta nem sempre precisa de árvores. Pode nascer de um fio, de uma dobra no papel, de uma linha que atravessa o branco ou de um segredo guardado entre raízes imaginadas.
Nesta exposição, Rosa Godinho convida o visitante a percorrer cinco cartas: «o vento era um mensageiro», «encontrei um galho que falava», «as flores sabiam esperar», «ouvi passos no orvalho» e «deixei um segredo entre as raízes». Em cada uma, a natureza ganha voz e sugere uma forma de escutar aquilo que habitualmente permanece em silêncio.
Papel de seda japonês, fios de algodão e seda, bordados e apontamentos de folha de ouro compõem uma paisagem delicada, construída entre o desenho, a arte têxtil e a instalação. A cor quase desaparece para dar lugar ao branco e aos tons naturais dos materiais. É nesse silêncio visual que a linha, a textura e o relevo revelam a sua presença.
Dobras, transparências e fios sobrepostos evocam raízes, ramos e percursos. Cada obra resulta de um trabalho paciente, próximo do gesto de tecer, no qual os materiais guardam a memória das mãos e do tempo. Mesmo quando abandona os limites da tapeçaria, a artista preserva o pensamento têxtil como origem e linguagem.
As peças estendem esta narrativa ao espaço. Os seus volumes sugerem pequenos planetas ou clareiras de uma floresta que existe entre a imaginação e a matéria. Como as páginas de um livro, os trabalhos estabelecem relações entre si e constroem uma história aberta a diferentes leituras.
Cartas para uma floresta imaginária propõe, assim, uma pausa: um convite a olhar com atenção, a ouvir o invisível e a descobrir, entre fios e raízes, os segredos que cada imagem guarda em silêncio.
— Diana Costa
Partilhar
Relacionados
Da secção

Gratuito
Instalação

Gratuito
Instalação
![[Serralves] - Conversa com Henrique Prata Ribeiro, Inês Grosso e Inês Pina](https://img.bndlyr.com/nsa343pdfl/_assets/24-set-_vistas_alice_neel_30_7_26_beatriz-sarmento.jpg?fit=fill&w=800)
Conversa

Gratuito
Exposição
Gratuito
Exposição

Gratuito
Oficina

Gratuito
Exposição

Gratuito
Exposição