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Leituras na Rua: Da Minha Boca, Navios Cansados, Paulo Malekith Rema
+ Oficina de Haiga, pela dupla Sandra Pereira e Paulo Malekith Rema.
Na quarta edição do Clube de Leitura das Inaugurações Simultâneas / Atelier 3|3, que se realiza em formato de roda de conversa, com momentos de leitura e partilha de ideias, integrada na Biblioteca das Artes das Inaugurações Simultâneas (BAIS), a sessão de 19 de setembro traz às leituras na rua o livro do autor portuense Paulo Malekith Rema Da Minha Boca, Navios Cansados, publicado pela editora independente Húmus.
Como o próprio autor afirma: “Perguntaram-me: um livro com poemas tão curtos? Lê-se muito rápido! Respondi: a maior parte do poema é silêncio e assim permanece até ao poema seguinte. Entre os silêncios revela-se a minha ligação ao mar, e ao imaginado mundo da minha mergulhada infância.”.
A partir do livro de haikai Da Minha Boca, Navios Cansados, será realizada uma oficina de Haiga – arte tradicional japonesa que combina poesia com imagem visual –, pela dupla Sandra Pereira e Paulo Malekith Rema.
Os participantes escolherão um haikai aleatoriamente (retirado de uma caixa de surpresas), ou se preferirem, poderão escolher um haikai diretamente do livro. A ilustração do Haiga será desenhada a pinceladas de tinta-da-china e o seu minimalismo irá relacionar-se com elementos do haikai escolhido.
Paulo Malekith Rema nasceu no Porto. A escrita surgiu antes da leitura, ao que lhe é impossível viver sem uma caneta e papel. Metade da sua vida passou-a numa pequena povoação piscatória chamada Praia da Aguda, Vila Nova de Gaia, tendo como vizinho permanente o mar. Esta presença moldou parte da sua maneira de ser, fosse pelo isolamento dos longos Invernos e pelas casas de Verão - dos outros - vazias, mas também, pela durabilidade dos dias e como a escrita permanecia como a única coisa precisa e contínua ao longo do ano. O campo de cultivo dos avós, levava-o para outras sensações femininas e familiares. Um paradoxo em relação ao mar, as conversas, o ritmo das estações do ano. A inspiração vem do o rodeia: os animais, as plantas, o mar, as nuvens. Viagens longas de comboio aperfeiçoaram as palavras que escolhia para os poemas. Sem se separar delas, observava-as de longe, como um estranho que as reconhece. Tem livros publicados desde 2005, quer a título individual, quer em edições coletivas.
Sandra Pereira nasceu em Moçambique, onde as primeiras impressões do mundo foram a presença do oceano Índico e da vastidão do território. Os cheiros das especiarias – que ainda hoje a confortam – fazem parte da sua sensibilidade de ver além. Aquando da chegada a Portugal, outras sensações passaram a fazer parte do seu imaginário: o frio, o recolhimento, a leitura mais assídua em ligação ao que a rodeava. Nas manualidades foi colocando o seu afã interior: peças de bijuteria, de madeira e papel. Os lugares de sonho ganharam terreno e, inspirada no seu deslumbramento pelo Japão, o orientalismo e a estética nipónica desenvolve oficinas de cariz temático japonês relacionando-as com literatura, pintura e desenho. Os temas recorrentes são a Natureza, serenidade e partilha.
O atelier 3/3 é um projeto multidinâmico, coletivo e criativo na área das edições alternativas. É um espaço de trabalho ambulante e uma editora, que surge para dar realce à diversidade de publicações próprias e independentes. O coletivo consiste numa associação cultural e recreativa, liderada por Cristina Alves (presidência), professora do 3º ciclo e do Ensino Secundário Nacional, com pós-graduação em gestão de bibliotecas.
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Leituras na Rua: Da Minha Boca, Navios Cansados, Paulo Malekith Rema
+ Oficina de Haiga, pela dupla Sandra Pereira e Paulo Malekith Rema.
Na quarta edição do Clube de Leitura das Inaugurações Simultâneas / Atelier 3|3, que se realiza em formato de roda de conversa, com momentos de leitura e partilha de ideias, integrada na Biblioteca das Artes das Inaugurações Simultâneas (BAIS), a sessão de 19 de setembro traz às leituras na rua o livro do autor portuense Paulo Malekith Rema Da Minha Boca, Navios Cansados, publicado pela editora independente Húmus.
Como o próprio autor afirma: “Perguntaram-me: um livro com poemas tão curtos? Lê-se muito rápido! Respondi: a maior parte do poema é silêncio e assim permanece até ao poema seguinte. Entre os silêncios revela-se a minha ligação ao mar, e ao imaginado mundo da minha mergulhada infância.”.
A partir do livro de haikai Da Minha Boca, Navios Cansados, será realizada uma oficina de Haiga – arte tradicional japonesa que combina poesia com imagem visual –, pela dupla Sandra Pereira e Paulo Malekith Rema.
Os participantes escolherão um haikai aleatoriamente (retirado de uma caixa de surpresas), ou se preferirem, poderão escolher um haikai diretamente do livro. A ilustração do Haiga será desenhada a pinceladas de tinta-da-china e o seu minimalismo irá relacionar-se com elementos do haikai escolhido.
Paulo Malekith Rema nasceu no Porto. A escrita surgiu antes da leitura, ao que lhe é impossível viver sem uma caneta e papel. Metade da sua vida passou-a numa pequena povoação piscatória chamada Praia da Aguda, Vila Nova de Gaia, tendo como vizinho permanente o mar. Esta presença moldou parte da sua maneira de ser, fosse pelo isolamento dos longos Invernos e pelas casas de Verão - dos outros - vazias, mas também, pela durabilidade dos dias e como a escrita permanecia como a única coisa precisa e contínua ao longo do ano. O campo de cultivo dos avós, levava-o para outras sensações femininas e familiares. Um paradoxo em relação ao mar, as conversas, o ritmo das estações do ano. A inspiração vem do o rodeia: os animais, as plantas, o mar, as nuvens. Viagens longas de comboio aperfeiçoaram as palavras que escolhia para os poemas. Sem se separar delas, observava-as de longe, como um estranho que as reconhece. Tem livros publicados desde 2005, quer a título individual, quer em edições coletivas.
Sandra Pereira nasceu em Moçambique, onde as primeiras impressões do mundo foram a presença do oceano Índico e da vastidão do território. Os cheiros das especiarias – que ainda hoje a confortam – fazem parte da sua sensibilidade de ver além. Aquando da chegada a Portugal, outras sensações passaram a fazer parte do seu imaginário: o frio, o recolhimento, a leitura mais assídua em ligação ao que a rodeava. Nas manualidades foi colocando o seu afã interior: peças de bijuteria, de madeira e papel. Os lugares de sonho ganharam terreno e, inspirada no seu deslumbramento pelo Japão, o orientalismo e a estética nipónica desenvolve oficinas de cariz temático japonês relacionando-as com literatura, pintura e desenho. Os temas recorrentes são a Natureza, serenidade e partilha.
O atelier 3/3 é um projeto multidinâmico, coletivo e criativo na área das edições alternativas. É um espaço de trabalho ambulante e uma editora, que surge para dar realce à diversidade de publicações próprias e independentes. O coletivo consiste numa associação cultural e recreativa, liderada por Cristina Alves (presidência), professora do 3º ciclo e do Ensino Secundário Nacional, com pós-graduação em gestão de bibliotecas.
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