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Beijos para o céu é um recital poético criado por Mario de Silva, ator, poeta e dramaturgo espanhol. O seu trabalho rejeita a neutralidade, a correção moral e a linguagem higienizada. Desconfia do teatro que tranquiliza, da poesia que embeleza a miséria e da arte que pede permissão. A sua escrita é frontal e cruel, atravessada por uma violência poética que não procura provocar, mas nomear aquilo que outros preferem não olhar.
O seu trabalho nasce do desconforto, do excesso e do deslocamento, de mudar de língua, de cidade, de pele.
O projeto propõe um diálogo poético entre duas línguas e tradições ibéricas, explorando o limite da linguagem como fronteira espiritual, política e física. Através de uma escrita frontal e carregada de intensidade simbólica, a obra investiga temas como o desejo, o exílio, a fragilidade e a relação entre o íntimo e o político.
O projeto conta também com a participação da atriz e performer portuguesa Leonor Leite, cuja voz traduz, desloca e desarma as palavras do poeta, dando-lhes outro ritmo, outro corpo, outra respiração, outro olhar.
Poesia, imagem e performance cruzam-se para romper a neutralidade da linguagem e olhar de frente aquilo que normalmente se evita. No seu centro late uma pergunta tão simples quanto infinita: o que significa mandar beijos ao céu? Um gesto em direção ao perdido, ao impossível, ao invisível.
Um gesto que desarma a figura de Deus e a torna instável. Um Deus incómodo e radical, às vezes bêbado, às vezes libertino, sem moral. Um Deus que não está acima, mas dentro, nos corpos, no desejo, em tudo o que respira.
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Beijos para o céu é um recital poético criado por Mario de Silva, ator, poeta e dramaturgo espanhol. O seu trabalho rejeita a neutralidade, a correção moral e a linguagem higienizada. Desconfia do teatro que tranquiliza, da poesia que embeleza a miséria e da arte que pede permissão. A sua escrita é frontal e cruel, atravessada por uma violência poética que não procura provocar, mas nomear aquilo que outros preferem não olhar.
O seu trabalho nasce do desconforto, do excesso e do deslocamento, de mudar de língua, de cidade, de pele.
O projeto propõe um diálogo poético entre duas línguas e tradições ibéricas, explorando o limite da linguagem como fronteira espiritual, política e física. Através de uma escrita frontal e carregada de intensidade simbólica, a obra investiga temas como o desejo, o exílio, a fragilidade e a relação entre o íntimo e o político.
O projeto conta também com a participação da atriz e performer portuguesa Leonor Leite, cuja voz traduz, desloca e desarma as palavras do poeta, dando-lhes outro ritmo, outro corpo, outra respiração, outro olhar.
Poesia, imagem e performance cruzam-se para romper a neutralidade da linguagem e olhar de frente aquilo que normalmente se evita. No seu centro late uma pergunta tão simples quanto infinita: o que significa mandar beijos ao céu? Um gesto em direção ao perdido, ao impossível, ao invisível.
Um gesto que desarma a figura de Deus e a torna instável. Um Deus incómodo e radical, às vezes bêbado, às vezes libertino, sem moral. Um Deus que não está acima, mas dentro, nos corpos, no desejo, em tudo o que respira.
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