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A exposição de longa duração do Ateliê António Carneiro reúne uma seleção significativa da coleção municipal dedicada ao artista, permitindo revisitar diferentes momentos do seu percurso e compreender a singularidade da sua obra no contexto da arte portuguesa da transição do século XIX para o século XX. Retratos da família, autorretratos, paisagens, e o núcleo dedicado a «Camões lendo os Lusíadas aos Frades de São Domingos» permitem acompanhar dife rentes momentos de um percurso marcado pela introdução de uma consciência simbolista na arte portuguesa e pela sua aproximação à modernidade europeia. Mais do que fixar uma leitura definitiva, a exposição procura tornar visível a permanência de uma obra onde a dimensão íntima, a memória, a literatura e a consciência do seu tempo se cruzam de forma singular. O próprio Ateliê, lugar de criação e de memória, torna-se assim parte desse reencontro. O percurso prolonga-se no presente através de obras do escultor Manuel Rosa, reafir mando a vocação deste espaço para estabelecer um diálogo entre a herança simbolista de António Carneiro e a criação contemporânea.
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A exposição de longa duração do Ateliê António Carneiro reúne uma seleção significativa da coleção municipal dedicada ao artista, permitindo revisitar diferentes momentos do seu percurso e compreender a singularidade da sua obra no contexto da arte portuguesa da transição do século XIX para o século XX. Retratos da família, autorretratos, paisagens, e o núcleo dedicado a «Camões lendo os Lusíadas aos Frades de São Domingos» permitem acompanhar dife rentes momentos de um percurso marcado pela introdução de uma consciência simbolista na arte portuguesa e pela sua aproximação à modernidade europeia. Mais do que fixar uma leitura definitiva, a exposição procura tornar visível a permanência de uma obra onde a dimensão íntima, a memória, a literatura e a consciência do seu tempo se cruzam de forma singular. O próprio Ateliê, lugar de criação e de memória, torna-se assim parte desse reencontro. O percurso prolonga-se no presente através de obras do escultor Manuel Rosa, reafir mando a vocação deste espaço para estabelecer um diálogo entre a herança simbolista de António Carneiro e a criação contemporânea.
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