Abel é fumo, é vaidade.
Abel é um espetáculo demasiado ambicioso, que não encontra uma solução. Uma história densamente tecida de sensações, que se apresenta como um abismo sem fundo. Como se a pretensão de manifestar a plenitude vital revelasse o vazio que a contém.
Abel é o making of de uma peça de teatro, onde o que é apresentado mascara a verdadeira história. Em cena, as personagens debatem-se para encontrar um desfecho para esta obra, para a qual parece ser difícil encontrar uma solução. É um eco à vida, à sociedade de aparências, e à condição humana da solidão, com a qual somos muitas vezes confrontados.