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A Palavra para Mundo é Poema
Cortesia da artista e da galeria Lehmann. Fotografia de Dinis Santos.
A Palavra para Mundo é Poema, de Ángela Jiménez Durán
Pintura, escultura e instalação
A Palavra para Mundo é Poema
Cortesia da artista e da galeria Lehmann. Fotografia de Dinis Santos.

A Lehmann tem o prazer de apresentar A Palavra para Mundo é Poema, a primeira exposição individual na galeria da artista Ángela Jiménez Durán (nascida em 1996, em Madrid; vive e trabalha em Paris).

O título da exposição inspira-se no romance de referência de ficção científica de Ursula K. Le Guin, The Word for World is Forest (Floresta é o Nome do Mundo), no qual uma língua alienígena utiliza uma única palavra para designar simultaneamente "mundo" e "floresta". A partir desta sobreposição ecológica e linguística, Jiménez Durán constrói um território onde a poesia se torna o princípio fundamental para a construção do mundo.

Reunindo pintura, escultura e instalação, a exposição convida o público a entrar numa coreografia de entidades e poemas, que invoca a investigação contínua da artista em torno dos quatro elementos, da transformação da matéria e da ficção geológica. Ao interagir com a agência da matéria, Jiménez Durán dilui as fronteiras entre o humano e o não-humano, desenvolvendo o seu trabalho como uma narrativa descontínua na qual materialidades e elementos ficcionais se entrelaçam para imaginar futuros incertos.

"As frases que correm em linho esticado, a matéria aparentemente húmida e brilhante dos seres convocados, cor de lua cheia, e a argila em barro cru, musculada. Tudo isto é Ángela Jiménez Durán a revelar-nos o seu canto. E, para no-lo cantar, escolhe como título A palavra para mundo é poema, em companhia directa do livro de Ursula K. Le Guin, The Word for World Is Forest, porque abrir-nos também é reunir-nos a quem sentimos próximo de nós, e isso ultrapassa sempre as convenções do espaço e do tempo.

Podemos então ler a exposição a partir de três actos: o mundo apresentado pelos entes queridos, seres antepassados convidados para este momento; a integração do verbo nas telas de linho, qual paisagem aquática coreografada; e o mundo interior, que irrompe do piso inferior e alimenta a existência com vigor."

FILIPA DA ROCHA NUNES
Excerto do texto da exposição

26
Set
07
Nov
2026-09-26T16:00:00Z
2026-11-07T19:00:00Z
Galeria Lehmann

de quarta a sexta: 14h00-19h00
sábado: 11h00-13h00 e 14h00-19h00

Outros horários sob consulta

Gratuito

R. do Duque da Terceira, 179

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A Palavra para Mundo é Poema

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A Palavra para Mundo é Poema
Gratuito
Exposição
Em Inglês

A Lehmann tem o prazer de apresentar A Palavra para Mundo é Poema, a primeira exposição individual na galeria da artista Ángela Jiménez Durán (nascida em 1996, em Madrid; vive e trabalha em Paris).

O título da exposição inspira-se no romance de referência de ficção científica de Ursula K. Le Guin, The Word for World is Forest (Floresta é o Nome do Mundo), no qual uma língua alienígena utiliza uma única palavra para designar simultaneamente "mundo" e "floresta". A partir desta sobreposição ecológica e linguística, Jiménez Durán constrói um território onde a poesia se torna o princípio fundamental para a construção do mundo.

Reunindo pintura, escultura e instalação, a exposição convida o público a entrar numa coreografia de entidades e poemas, que invoca a investigação contínua da artista em torno dos quatro elementos, da transformação da matéria e da ficção geológica. Ao interagir com a agência da matéria, Jiménez Durán dilui as fronteiras entre o humano e o não-humano, desenvolvendo o seu trabalho como uma narrativa descontínua na qual materialidades e elementos ficcionais se entrelaçam para imaginar futuros incertos.

"As frases que correm em linho esticado, a matéria aparentemente húmida e brilhante dos seres convocados, cor de lua cheia, e a argila em barro cru, musculada. Tudo isto é Ángela Jiménez Durán a revelar-nos o seu canto. E, para no-lo cantar, escolhe como título A palavra para mundo é poema, em companhia directa do livro de Ursula K. Le Guin, The Word for World Is Forest, porque abrir-nos também é reunir-nos a quem sentimos próximo de nós, e isso ultrapassa sempre as convenções do espaço e do tempo.

Podemos então ler a exposição a partir de três actos: o mundo apresentado pelos entes queridos, seres antepassados convidados para este momento; a integração do verbo nas telas de linho, qual paisagem aquática coreografada; e o mundo interior, que irrompe do piso inferior e alimenta a existência com vigor."

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