O que se apresenta nesta série é uma pintura enquanto carta topográfica de emoções. A representação em escala de acidentes inscritos na superfície terrestre, que nos sugere posições planimétricas e altimétricas, aqui construída a partir de pequenas incisões, fragmentos do real, que anseiam pela presença humana – nem que seja através da imaginação dos passeios solitários, por exemplo, de um Walser ausente/presente, perdido no mundo. Esta é, por isso, uma pintura que nos prende através de um lirismo que não nos é dado, mas deve ser procurado: oferecendo-nos um caminho em direção ao abismo (afinal, é a “morte do mundo nos teus olhos” que está em causa) e que nos remete para a consciência dos limites. Para a necessidade de reequilíbrio entre emoção, entendimento da natureza e racionalidade no modo como enfrentamos, hoje, os excessos cometidos pelos homens na relação, por definição frágil, com o mundo natural.
O que se apresenta nesta série é uma pintura enquanto carta topográfica de emoções. A representação em escala de acidentes inscritos na superfície terrestre, que nos sugere posições planimétricas e altimétricas, aqui construída a partir de pequenas incisões, fragmentos do real, que anseiam pela presença humana – nem que seja através da imaginação dos passeios solitários, por exemplo, de um Walser ausente/presente, perdido no mundo. Esta é, por isso, uma pintura que nos prende através de um lirismo que não nos é dado, mas deve ser procurado: oferecendo-nos um caminho em direção ao abismo (afinal, é a “morte do mundo nos teus olhos” que está em causa) e que nos remete para a consciência dos limites. Para a necessidade de reequilíbrio entre emoção, entendimento da natureza e racionalidade no modo como enfrentamos, hoje, os excessos cometidos pelos homens na relação, por definição frágil, com o mundo natural.