O Porto vive atualmente um momento de profundas mudanças sociais e económicas, às quais a música nunca fica indiferente. Para fazer um retrato ao momento atual da cena musical da cidade, discutir oportunidades e desafios, os Mantras do Coliseu Porto Ageas convidam para “A Cidade não está Deserta: uma conversa sobre a música no Porto”, na terça-feira, às 18h30.
O debate conta com Jorge Sobrado, vereador da cultura do Porto, Paula Guerra, socióloga e investigadora ligada aos movimentos musicais e de contracultura, e João Vieira, músico (DJ Kitten, X-Wife) e curador do Primeira Box, novo ciclo musical que vai trazer ao Coliseu bandas emergentes do Porto.
Com moderação de Valentina Jesus, da Antena 3, os três convidados vão discutir o estado atual da cena musical da cidade: quem a faz, em que condições, quem a apoia e para onde poderá caminhar. Entre espaços para ensaios e concertos, coletivos e editoras independentes, associativismo e transformações urbanas, o Porto é berço de alguns dos músicos e movimentos mais marcantes da história portuguesa.
Durante a pandemia, que afetou dramaticamente o setor da Cultura, surgiu o movimento “Ao Vivo ou Morto”, com o objetivo de salvar as salas de música em Portugal. Passada a pandemia, e com os centros das grandes cidades em mutação, a importância de se preservar uma rede de salas de concertos mantém-se vital para o ecossistema da música alternativa.
Mais recentemente, a ameaça de encerramento do centro comercial STOP, espaço portuense onde surgiram de forma orgânica dezenas de salas de ensaio usadas por centenas de músicos, mobilizou a cidade, que se uniu para defender a sua casa da música informal.
“Acho que nunca se fez tão boa música em Portugal, nunca houve tantas bandas, com tão boa qualidade e é importante haver espaços e plataformas para crescermos”, disse Pedro Ledo (Astra Vaga) na apresentação do novo ciclo musical Primeira Box, que se estreia a 6 de julho. Vivemos um dos momentos mais férteis da história musical da cidade? Que novos desafios enfrentam os artistas?