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![[Serralves] - HAMPUS LINDWALL PLAYS STEPHEN O'MALLEY](https://img.bndlyr.com/nsa343pdfl/_assets/spheres-collapser-site_pedro-rocha.jpg?fit=fill&w=1400)
![[Serralves] - HAMPUS LINDWALL PLAYS STEPHEN O'MALLEY](https://img.bndlyr.com/nsa343pdfl/_assets/spheres-collapser-site_pedro-rocha.jpg?fit=fill&w=1400)
Spheres Collapser é uma obra para órgão de tubos composta por Stephen O’Malley no âmbito de Les Sphères (effondrez-les) Phases I-V, uma suite criada para uma colaboração com a coreógrafa belga-suíça Cindy Van Acker. A obra será agora apresentada pelo organista Hampus Lindwall, compositor e intérprete dedicado à música contemporânea e à exploração das possibilidades do órgão para além do repertório tradicional.
A composição foi originalmente interpretada por O’Malley, Kali Malone e Frederikke Hoffmeier, tocada e gravada na Église Saint-François, em Lausanne, num instrumento de extraordinária história: Les Grandes Orgues, constituído por elementos de Scherrer, de 1777, Walker, de 1867, e Kuhn, de 1995. Três séculos de construção de órgãos convergem assim num único instrumento.
O título Spheres Collapser remete para a ideia de colapso das esferas, evocando as estruturas celestes que durante séculos organizaram a representação do universo. A obra desenvolve esta ideia através de uma música de grande duração, baseada em sons sustentados, acordes graves e ressonantes e transformações muito lentas.
A passagem da guitarra elétrica para o órgão não representa, no trabalho de O’Malley, uma rutura. Permanecem algumas das suas preocupações fundamentais: a duração enquanto elemento composicional, o volume enquanto meio escultórico e o corpo do ouvinte enquanto espaço de ressonância. A diferença está na própria origem do som. No órgão, estas características são produzidas mecanicamente, através do ar que atravessa tubos de madeira e metal, sem a necessidade de amplificação eletrónica.
Ao longo da peça, drones graves são atravessados por frequências mais agudas e notas longas, produzindo diferentes densidades sonoras. A música desloca-se lentamente pelo espectro, alternando entre momentos de grande peso e intensidade e zonas de maior tensão e suspensão. A escolha da afinação contribui para manter as diferentes frequências em permanente relação, evitando que a massa sonora se torne estática.
A escala da obra é inseparável da sua duração. Spheres Collapser exige uma escuta atenta e prolongada, que permita acompanhar transformações que acontecem gradualmente. O órgão e a arquitetura que o envolve participam dessa experiência: as frequências graves, as ressonâncias e a reverberação fazem do espaço uma componente essencial da escuta.
Apoio: Paróquia de S. Martinho de Cedofeita
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Spheres Collapser é uma obra para órgão de tubos composta por Stephen O’Malley no âmbito de Les Sphères (effondrez-les) Phases I-V, uma suite criada para uma colaboração com a coreógrafa belga-suíça Cindy Van Acker. A obra será agora apresentada pelo organista Hampus Lindwall, compositor e intérprete dedicado à música contemporânea e à exploração das possibilidades do órgão para além do repertório tradicional.
A composição foi originalmente interpretada por O’Malley, Kali Malone e Frederikke Hoffmeier, tocada e gravada na Église Saint-François, em Lausanne, num instrumento de extraordinária história: Les Grandes Orgues, constituído por elementos de Scherrer, de 1777, Walker, de 1867, e Kuhn, de 1995. Três séculos de construção de órgãos convergem assim num único instrumento.
O título Spheres Collapser remete para a ideia de colapso das esferas, evocando as estruturas celestes que durante séculos organizaram a representação do universo. A obra desenvolve esta ideia através de uma música de grande duração, baseada em sons sustentados, acordes graves e ressonantes e transformações muito lentas.
A passagem da guitarra elétrica para o órgão não representa, no trabalho de O’Malley, uma rutura. Permanecem algumas das suas preocupações fundamentais: a duração enquanto elemento composicional, o volume enquanto meio escultórico e o corpo do ouvinte enquanto espaço de ressonância. A diferença está na própria origem do som. No órgão, estas características são produzidas mecanicamente, através do ar que atravessa tubos de madeira e metal, sem a necessidade de amplificação eletrónica.
Ao longo da peça, drones graves são atravessados por frequências mais agudas e notas longas, produzindo diferentes densidades sonoras. A música desloca-se lentamente pelo espectro, alternando entre momentos de grande peso e intensidade e zonas de maior tensão e suspensão. A escolha da afinação contribui para manter as diferentes frequências em permanente relação, evitando que a massa sonora se torne estática.
A escala da obra é inseparável da sua duração. Spheres Collapser exige uma escuta atenta e prolongada, que permita acompanhar transformações que acontecem gradualmente. O órgão e a arquitetura que o envolve participam dessa experiência: as frequências graves, as ressonâncias e a reverberação fazem do espaço uma componente essencial da escuta.
Apoio: Paróquia de S. Martinho de Cedofeita
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