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![[Serralves] - ANNEA LOCKWOOD](https://img.bndlyr.com/nsa343pdfl/_assets/annea-lockwood-piano-garden_pedro-rocha.jpg?fit=fill&w=1400)
![[Serralves] - ANNEA LOCKWOOD](https://img.bndlyr.com/nsa343pdfl/_assets/annea-lockwood-piano-garden_pedro-rocha.jpg?fit=fill&w=1400)
A Fundação de Serralves e o Porto Pianofest associam-se para apresentar a icónica instalação "Piano Garden" de Annea Lockwood. Esta é uma expansão do festival, explorando outros meios de expressão artística fora do formato tradicional de concertos e recitais. Esta instalação é inaugurada a 9 de agosto, durante a 11.ª edição do festival. O evento de abertura conta com um breve momento musical de exploração sonora dos pianos, seguida de um Verde de Honra.
Annea Lockwood "Piano Garden" (1969-1970)
Figura maior da música experimental e da arte sonora, Annea Lockwood é uma das artistas que mais profundamente trabalhou a transformação da forma como escutamos o som, a relação com a natureza e o próprio ato de compor. Pioneira da escultura sonora e da composição expandida, a sua obra desafia as convenções da tradição musical ocidental.Entre as suas obras mais emblemáticas encontra-se a série "Piano Transplants", iniciada em 1968, que toma como ponto de partida o piano — instrumento por excelência da música clássica ocidental — para questionar o seu estatuto simbólico e material. O termo "transplants" remete diretamente para o impacto dos primeiros transplantes cardíacos realizados na época, em particular o de Christiaan Barnard, em 1967. Lockwood apropria-se dessa ideia para imaginar "transplantes" de pianos irrecuperáveis para novos ecossistemas, onde deixam de ser instrumentos para se tornarem corpos sonoros em permanente transformação.
Criada em 1969, "Piano Garden" é uma das obras centrais desta série histórica. A sua partitura propõe: “Cave uma vala inclinada e coloque um piano vertical de lado, de forma a que fique meio enterrado […] Plante árvores de crescimento rápido e trepadeiras à volta do piano. Não o proteja das intempéries e deixe o piano ali para sempre.”
Parcialmente enterrado, o piano é entregue à ação da vegetação, das intempéries, dos insetos e dos animais, estabelecendo um diálogo contínuo com processos não-humanos. A obra convida a uma escuta radicalmente diferente, em que o crescimento, a erosão e a decomposição passam a integrar a própria composição. Apresentada em contextos como a documenta 14 (Kassel), o Monash University Museum of Art (Melbourne) e diversos festivais e exposições internacionais, "Piano Garden" permanece uma obra marcante da história da arte sonora e uma referência maior da criação contemporânea.
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A Fundação de Serralves e o Porto Pianofest associam-se para apresentar a icónica instalação "Piano Garden" de Annea Lockwood. Esta é uma expansão do festival, explorando outros meios de expressão artística fora do formato tradicional de concertos e recitais. Esta instalação é inaugurada a 9 de agosto, durante a 11.ª edição do festival. O evento de abertura conta com um breve momento musical de exploração sonora dos pianos, seguida de um Verde de Honra.
Annea Lockwood "Piano Garden" (1969-1970)
Figura maior da música experimental e da arte sonora, Annea Lockwood é uma das artistas que mais profundamente trabalhou a transformação da forma como escutamos o som, a relação com a natureza e o próprio ato de compor. Pioneira da escultura sonora e da composição expandida, a sua obra desafia as convenções da tradição musical ocidental.Entre as suas obras mais emblemáticas encontra-se a série "Piano Transplants", iniciada em 1968, que toma como ponto de partida o piano — instrumento por excelência da música clássica ocidental — para questionar o seu estatuto simbólico e material. O termo "transplants" remete diretamente para o impacto dos primeiros transplantes cardíacos realizados na época, em particular o de Christiaan Barnard, em 1967. Lockwood apropria-se dessa ideia para imaginar "transplantes" de pianos irrecuperáveis para novos ecossistemas, onde deixam de ser instrumentos para se tornarem corpos sonoros em permanente transformação.
Criada em 1969, "Piano Garden" é uma das obras centrais desta série histórica. A sua partitura propõe: “Cave uma vala inclinada e coloque um piano vertical de lado, de forma a que fique meio enterrado […] Plante árvores de crescimento rápido e trepadeiras à volta do piano. Não o proteja das intempéries e deixe o piano ali para sempre.”
Parcialmente enterrado, o piano é entregue à ação da vegetação, das intempéries, dos insetos e dos animais, estabelecendo um diálogo contínuo com processos não-humanos. A obra convida a uma escuta radicalmente diferente, em que o crescimento, a erosão e a decomposição passam a integrar a própria composição. Apresentada em contextos como a documenta 14 (Kassel), o Monash University Museum of Art (Melbourne) e diversos festivais e exposições internacionais, "Piano Garden" permanece uma obra marcante da história da arte sonora e uma referência maior da criação contemporânea.
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