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![[Serralves] - JOANA SÁ - CORPO : TERRITÓRIO — VARIAÇÕES SOBRE INQUIETAÇÃO](https://img.bndlyr.com/nsa343pdfl/_assets/main-photoc_daniel_costa_neves12_pedro-rocha.jpg?fit=fill&w=1400)
![[Serralves] - JOANA SÁ - CORPO : TERRITÓRIO — VARIAÇÕES SOBRE INQUIETAÇÃO](https://img.bndlyr.com/nsa343pdfl/_assets/main-photoc_daniel_costa_neves12_pedro-rocha.jpg?fit=fill&w=1400)
"Corpo : território — variações sobre inquietação" para piano semi-preparado, bombo e caixa, transmutados por excitadores.
Enraizada na geologia eruptiva dos Açores, esta obra escuta o planeta como um corpo inquieto e explora a ‘inquietação’ como condição planetária, corporal e relacional: vibracional, tectónica e imaginativa. O solo em constante mutação sob os nossos pés ecoa um tempo em que a extração se tornou a relação dominante, mas em que o corpo-planeta resiste ao controlo, anunciando outras forças e desfechos. Desenvolvida a partir de gravações de campo, investigação colaborativa, improvisação e experimentação em residências no Faial, em São Miguel e na Fundação Serralves, a peça é também muito marcada pela experiência do incêndio traumático de 2025 na sua aldeia de Frádigas (Parque Natural da Serra da Estrela) — o maior de sempre em Portugal, em termos de área ardida.
Como em todas as peças a solo de Joana Sá, o piano é transmutado num outro apparatus instrumental. Em "Corpo : território — Variações sobre inquietação", o piano é, antes de mais, um instrumento de captação — uma pele sintonizada com movimentos geológicos subterrâneos, um lugar onde forças invisíveis convergem.
As gravações de campo foram captadas em diversos contextos: durante o incêndio de agosto de 2025 na aldeia de Frádigas; nas ilhas do Faial, São Miguel e Pico; em manifestações em Lisboa e Ponta Delgada; foram usadas gravações do coração de Joana Sá e do bebé de Teresa Silva, antes de nascer e fragmentos de gravações de "Inquietação" de José Mário Branco pelo fadista Camané com arranjo para piano de Joana Sá.
Este projeto tem o apoio da DGArtes e República portuguesa e é uma coprodução Culturgest, Walk & Talk, Fundação de Serralves, Gnration.
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"Corpo : território — variações sobre inquietação" para piano semi-preparado, bombo e caixa, transmutados por excitadores.
Enraizada na geologia eruptiva dos Açores, esta obra escuta o planeta como um corpo inquieto e explora a ‘inquietação’ como condição planetária, corporal e relacional: vibracional, tectónica e imaginativa. O solo em constante mutação sob os nossos pés ecoa um tempo em que a extração se tornou a relação dominante, mas em que o corpo-planeta resiste ao controlo, anunciando outras forças e desfechos. Desenvolvida a partir de gravações de campo, investigação colaborativa, improvisação e experimentação em residências no Faial, em São Miguel e na Fundação Serralves, a peça é também muito marcada pela experiência do incêndio traumático de 2025 na sua aldeia de Frádigas (Parque Natural da Serra da Estrela) — o maior de sempre em Portugal, em termos de área ardida.
Como em todas as peças a solo de Joana Sá, o piano é transmutado num outro apparatus instrumental. Em "Corpo : território — Variações sobre inquietação", o piano é, antes de mais, um instrumento de captação — uma pele sintonizada com movimentos geológicos subterrâneos, um lugar onde forças invisíveis convergem.
As gravações de campo foram captadas em diversos contextos: durante o incêndio de agosto de 2025 na aldeia de Frádigas; nas ilhas do Faial, São Miguel e Pico; em manifestações em Lisboa e Ponta Delgada; foram usadas gravações do coração de Joana Sá e do bebé de Teresa Silva, antes de nascer e fragmentos de gravações de "Inquietação" de José Mário Branco pelo fadista Camané com arranjo para piano de Joana Sá.
Este projeto tem o apoio da DGArtes e República portuguesa e é uma coprodução Culturgest, Walk & Talk, Fundação de Serralves, Gnration.
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