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O percurso da artista portuguesa Filipa César proporciona encontros frequentes entre instalação e cinema. No seu compromisso de resistência ao colonialismo, a sua obra desenvolve-se como uma prática coletiva de partilha, memória, escuta e transformação. Paralelamente à exposição que o Museu de Serralves lhe dedica, este ciclo de cinema procura enquadrar o seu trabalho juntamente com outros autores e cinematografias.
Neste sentido, este ciclo reflete sobre a natureza colaborativa da obra de Filipa César, num cinema muito distante do fechamento da autoria individual, e próximo de uma espécie de campo afetivo onde imagens, sons, histórias, vozes e gestos se nutrem e se entrelaçam mutuamente. Este eixo colaborativo rapidamente dá lugar a uma constelação – ética, estética, temática – com arquivos, cinemas, cineastas e comunidades, que o vincula ao cinema militante nas ex-colónias portuguesas, à pedagogia revolucionária e coletiva do cinema cubano, e à sensibilidade analítica do filme-ensaio de matriz europeia.
Rejeitando o rótulo de retrospetiva ou de panorama histórico, este ciclo propõe um modo de ver o cinema de Filipa César como um processo vivo e colaborativo. Trata-se de um conjunto de encontros entre filmes, práticas e gerações que partilham uma atenção radical às condições de produção das imagens e às suas consequências no mundo.
Curadoria: Amarante Abramovici e Pedro Crispim
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O percurso da artista portuguesa Filipa César proporciona encontros frequentes entre instalação e cinema. No seu compromisso de resistência ao colonialismo, a sua obra desenvolve-se como uma prática coletiva de partilha, memória, escuta e transformação. Paralelamente à exposição que o Museu de Serralves lhe dedica, este ciclo de cinema procura enquadrar o seu trabalho juntamente com outros autores e cinematografias.
Neste sentido, este ciclo reflete sobre a natureza colaborativa da obra de Filipa César, num cinema muito distante do fechamento da autoria individual, e próximo de uma espécie de campo afetivo onde imagens, sons, histórias, vozes e gestos se nutrem e se entrelaçam mutuamente. Este eixo colaborativo rapidamente dá lugar a uma constelação – ética, estética, temática – com arquivos, cinemas, cineastas e comunidades, que o vincula ao cinema militante nas ex-colónias portuguesas, à pedagogia revolucionária e coletiva do cinema cubano, e à sensibilidade analítica do filme-ensaio de matriz europeia.
Rejeitando o rótulo de retrospetiva ou de panorama histórico, este ciclo propõe um modo de ver o cinema de Filipa César como um processo vivo e colaborativo. Trata-se de um conjunto de encontros entre filmes, práticas e gerações que partilham uma atenção radical às condições de produção das imagens e às suas consequências no mundo.
Curadoria: Amarante Abramovici e Pedro Crispim
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