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16.º Festival Porta-Jazz
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Sob o tema "A Terra vista do ar", o Festival Porta-Jazz propõe-se uma cartografia musical da empatia, da cooperação e da vertigem. Vista do ar, a Terra expande-se em geografias múltiplas, um mosaico de monumentos físicos e humanos transformados em fenómenos superficiais. Também assim, no colectivo Porta-Jazz ganha-se espaço para, desse ângulo privilegiado, se alcançar toda a diversidade de paisagens e de práticas. Mais: vendo do ar, não interessa quão alto o palácio, o pedestal, a penthouse. Teremos pois um cartaz sem cabeças-de-cartaz, em que a beleza emerge sublime da colaboração entre artistas e as centelhas da invenção e da emoção se propagam livres pelos ares, prescindindo totalmente da lógica triste do melhor produto, do mais premiado, do mais genial, do mais famoso. Propomos uma vista aérea de responsabilidade colectiva (desde logo pelo futuro do planeta), de horizontes profundos que paradoxalmente nos aproximam, a vista do ponto azul pálido onde são inconcebíveis fronteiras, reis, competição, exploração. A Terra vista do ar ganha distância e perspectiva. Ainda perto estão os lançamentos discográficos que o Carimbo Porta-Jazz acolheu no ano transacto — vamos já na edição número 119. Miguel Rodrigues com Antídoto, José Vale com Summer School, o duo de Sérgio Tavares e Renato Diz, o Pedro Neves Quarteto e o Ricardo Coelho Quinteto, AP com Lado Umbilical, João Martins com Oxímoro e Hery Paz com Fisuras, este último um trabalho interdisciplinar que resultou de uma co-encomenda da Porta-Jazz e do Festival Guimarães Jazz. O Festival é ainda ocasião para novos discos. Mané Fernandes apresenta sQuigg: playground_etiQuette; o trio formado por Almut Kühne, João Pedro Brandão e Marcos Cavaleiro traz Stones and Seeds; e Vera Morais Eupnea, um grupo internacional de vozes e flautas. Ainda dentro das novidades, o baterista Zé Stark estreia uma encomenda por ocasião do Festival, “Go Tell It On The Mountain”. Sendo o ar invisível, vamos senti-lo. Aliás, vamos ser o próprio ar! Pulmões, alvéolos, o corpo insufla, vibra, ressoa, propaga o som. O espaço cheio de ar transforma-se no espaço cheio de música. Repetindo o sucesso do ano passado, Ursa Maior reúne um grande número de músicos da Porta-Jazz e outros amigos. Desta vez em formato de coro, respirando e reverberando juntos. A Porta-Jazz transpõe a vertigem da distância e associa-se a colectivos congéneres, cujos projetos acolhe: Improdimensija (Lituânia) com Leaking Pipes; Bezau Beatz (Áustria) com SATT; Orbits (Países Baixos) com Hristo Goleminov Diagonal; NICA (Alemanha) com Serpentine; e AMR-Genève (Suíça) com w.d.c.a.


06
Fev
08
Fev
TMP — Rivoli

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16.º Festival Porta-Jazz

Sob o tema "A Terra vista do ar", o Festival Porta-Jazz propõe-se uma cartografia musical da empatia, da cooperação e da vertigem. Vista do ar, a Terra expande-se em geografias múltiplas, um mosaico de monumentos físicos e humanos transformados em fenómenos superficiais. Também assim, no colectivo Porta-Jazz ganha-se espaço para, desse ângulo privilegiado, se alcançar toda a diversidade de paisagens e de práticas. Mais: vendo do ar, não interessa quão alto o palácio, o pedestal, a penthouse. Teremos pois um cartaz sem cabeças-de-cartaz, em que a beleza emerge sublime da colaboração entre artistas e as centelhas da invenção e da emoção se propagam livres pelos ares, prescindindo totalmente da lógica triste do melhor produto, do mais premiado, do mais genial, do mais famoso. Propomos uma vista aérea de responsabilidade colectiva (desde logo pelo futuro do planeta), de horizontes profundos que paradoxalmente nos aproximam, a vista do ponto azul pálido onde são inconcebíveis fronteiras, reis, competição, exploração. A Terra vista do ar ganha distância e perspectiva. Ainda perto estão os lançamentos discográficos que o Carimbo Porta-Jazz acolheu no ano transacto — vamos já na edição número 119. Miguel Rodrigues com Antídoto, José Vale com Summer School, o duo de Sérgio Tavares e Renato Diz, o Pedro Neves Quarteto e o Ricardo Coelho Quinteto, AP com Lado Umbilical, João Martins com Oxímoro e Hery Paz com Fisuras, este último um trabalho interdisciplinar que resultou de uma co-encomenda da Porta-Jazz e do Festival Guimarães Jazz. O Festival é ainda ocasião para novos discos. Mané Fernandes apresenta sQuigg: playground_etiQuette; o trio formado por Almut Kühne, João Pedro Brandão e Marcos Cavaleiro traz Stones and Seeds; e Vera Morais Eupnea, um grupo internacional de vozes e flautas. Ainda dentro das novidades, o baterista Zé Stark estreia uma encomenda por ocasião do Festival, “Go Tell It On The Mountain”. Sendo o ar invisível, vamos senti-lo. Aliás, vamos ser o próprio ar! Pulmões, alvéolos, o corpo insufla, vibra, ressoa, propaga o som. O espaço cheio de ar transforma-se no espaço cheio de música. Repetindo o sucesso do ano passado, Ursa Maior reúne um grande número de músicos da Porta-Jazz e outros amigos. Desta vez em formato de coro, respirando e reverberando juntos. A Porta-Jazz transpõe a vertigem da distância e associa-se a colectivos congéneres, cujos projetos acolhe: Improdimensija (Lituânia) com Leaking Pipes; Bezau Beatz (Áustria) com SATT; Orbits (Países Baixos) com Hristo Goleminov Diagonal; NICA (Alemanha) com Serpentine; e AMR-Genève (Suíça) com w.d.c.a.


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